
Assunto foi tema de debate na sessão ordinária desta quinta-feira (9/4). Até a criação de uma CEI foi ventilada
Os vereadores de Aparecida de Goiânia debateram na sessão ordinária desta quinta-feira (9/4) as denúncias de um esquema criminoso de venda de vagas no Sistema Único de Saúde (SUS) do município, via SERVIR e SISREG, desmantelado esta semana pela Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor). Os acusados cobravam entre R$ 1.200 e R$ 5 mil dos usuários para cometerem o ato ilícito.
A Polícia Civil de Goiás (PCGO) cumpriu 52 mandados judiciais, dos quais seis foram de prisões preventivas. Entre os presos está Conrado Victor Portugal da Silva, servidor concursado como agente de endemias na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Aparecida.
As investigações podem respingar na gestão passada porque durante a gestão do prefeito Vilmar Mariano, entre 2022 e 2024, o acusado esteve lotado na Central de Regulação de Vagas, local onde as fraudes ocorriam.
Candidato a vereador
Em 2024, Conrado Portugal foi candidato a vereador pelo Republicanos, a convite do deputado federal Jefferson Rodrigues e de Vilmar Mariano. Ele atuou como aliado do então candidato do PL a prefeito da cidade, Professor Alcides, e mantinha aliança com esses políticos de oposição ao atual governo municipal.

Debate
O assunto foi debatido na sessão ordinária desta quinta-feira (9/4) pelos vereadores, que cobraram punição rigorosa aos culpados.
O vereador Felipe Cortez (Mobiliza) apresentou requerimento para a criação de uma Comissão Especial de Investigação (CEI) para apurar as vendas de vagas no SUS do município.
Mesmo não conseguindo aprovar o requerimento da CEI, Felipe Cortez justificou a iniciativa. “Esses crápulas, esses cretinos que usaram a máquina para vender vaga na saúde, o lugar deles é na cadeia”.

A proposta recebeu o aval vereador Lipe Gomes (PSDB). “Essa Casa tem condições de fazer uma Comissão de Investigação e cada vereador tem essa responsabilidade. Sou a favor que essa Casa leve muito sério esses escândalos, principalmente na área da saúde com venda de vagas”
O vereador Isaac Martins (União Brasil) não falou em uma CEI, mas defendeu a investigação da polícia. “Eu acredito no poder da polícia e, com certeza, os responsáveis pagarão nos seus CPFs”.
Defesa
Já o vereador Gleison Flávio (MDB), que teve dois assessores envolvidos nas investigações, disse que ninguém na sua equipe comete este tipo de ato. “Todas as pessoas que trabalham comigo, sabem o que tem que ser feito… A pessoa tem que trabalhar certo. A pessoa se fizer coisa errada, tá fora. Comigo não trabalha porque eu sou o exemplo, tenho que ser o exemplo”, declarou.

Na sequência, o presidente da Câmara, vereador Gilsão Meu Povo (MDB), também condenou o esquema de fraudes no SUS de Aparecida e respaldou o colega Gleison Flávio. “A Casa toda tomou posicionamento em defesa, não só por serem seus assessores, mas porque a gente sabe da verdade e do caráter de cada um. Nada disso aconteceu. Eu conheço a fundo o seu trabalho, dos seus assessores e jamais iam cometer esse tipo de ato, tenho certeza absoluta”.
Processo Administrativo
A Secretaria de Saúde de Aparecida informou que, na atual gestão, o servidor concursado não trabalhou na Regulação de Vagas, está colaborando com a investigação da Polícia Civil e também vai abrir um Processo Administrativo Disciplinar que pode culminar em demissão do serviço público.
Outros municípios
A Polícia Civil segue investigando a fraude, que se estende também a outros municípios, como Goiânia, Goianira, Corumbá de Goiás, Catalão, Cromínia, Cristianópolis, São Luiz do Norte, Senador Canedo e Maripotaba.


























