Região apresenta crescimento no uso de cigarro eletrônico entre adolescentes, segundo dados recentes do IBGE
Se você convive com jovens, talvez já tenha percebido que o assunto cigarro eletrônico aparece cada vez mais nas conversas.
A saber, um levantamento recente ajuda a entender melhor esse cenário e mostra um dado que chama atenção: a região Centro-Oeste lidera o crescimento no uso desse tipo de produto entre adolescentes.
De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o número cresceu bastante se comparado a anos anteriores. E quando o olhar se volta para o Centro-Oeste, o percentual é ainda maior, chegando a 42%.
Crescimento do cigarro eletrônico entre adolescentes
O aumento no uso de cigarro eletrônico entre adolescentes não aconteceu de uma hora para outra.
Em 2019, cerca de 16,8% dos estudantes já tinham experimentado. Em 2024, esse número quase dobrou, chegando a 29,6%, entre estudantes de escolas públicas e particulares, na faixa de 13 a 17 anos.
Vale sinalizar que a experimentação é maior entre estudantes da rede pública (30,4%) do que da rede privada (24,9%).
E veja, o crescimento aparece em todas as regiões do país, mas o Centro-Oeste ficou no topo da lista (42%).
Em seguida vem a região Sul (38,3%), também com números altos. Depois, a região Sudeste (31%). Por fim, o Nordeste (22,5%) e o Norte (21,5%) fecham os números e mostram que o avanço não acontece da mesma forma em todo o Brasil.
Ainda mais, outro ponto que chama atenção é a diferença entre meninos e meninas. As meninas aparecem com uma taxa maior de experimentação do cigarro eletrônico, com 31,7%, enquanto os meninos ficam em 27,4%.
Em complemento, o uso recente também preocupa. Cerca de 26,3% dos adolescentes disseram ter usado cigarro eletrônico nos 30 dias anteriores à pesquisa. Sendo assim, observa-se que não se trata apenas de curiosidade, mas de um comportamento que vem se repetindo.
Por que o cigarro eletrônico atrai jovens
Muita gente se pergunta o que está por trás desse aumento no uso de cigarro eletrônico. Uma das explicações está na forma como esse produto chega até os adolescentes.
Mesmo com a venda proibida no Brasil, o acesso acontece. E não é difícil encontrar relatos de jovens que conseguem comprar ou receber o produto de alguma forma.
Além disso, o cigarro eletrônico costuma ter sabores e cheiros que chamam atenção, o que pode despertar interesse.
E atenção. Outro fator importante é a forma como o cigarro eletrônico é visto. Existe uma ideia, que circula entre muitos jovens, de que ele causa menos danos do que o cigarro tradicional. Essa percepção influencia decisões e pode levar à experimentação.
E claro, é necessário considerar também o papel da internet. Afinal, conteúdos nas redes sociais, vídeos e imagens ajudam a espalhar o uso do cigarro eletrônico, muitas vezes sem mostrar as consequências. Então, isso acaba criando um ambiente onde o produto parece comum no dia a dia.
Perigos do cigarro eletrônico
O aroma, o sabor e o formato dos cigarros eletrônicos podem até ser diferentes dos convencionais, entretanto, os riscos à saúde são os mesmos.
Afinal, também é derivado do tabaco e, assim, causa a inalação de monóxido de carbono, alcatrão e tantas outras substâncias prejudiciais ao organismo.
Além disso, pode conter nicotina, uma droga que pode causar vício e morte.
Em resumo, os principais riscos do consumo do cigarro eletrônico são o surgimento de câncer, doenças respiratórias e cardiovasculares, como infarto, morte súbita e hipertensão arterial.
Existe também a possibilidade de contrair a doença pulmonar chamada EVALI, sigla em inglês para lesão pulmonar associada ao uso de produtos de cigarro eletrônico ou Vaping.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), os principais sintomas são tosse, dor torácica e dispneia, além de dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia, febre, calafrios e perda de peso.
Por fim, cabe reforçar que o modelo eletrônico não utiliza fogo, uma vez que funciona por bateria, e é apresentado em diferentes formatos, como pen-drive e caneta. Dessa forma, pode ser facilmente escondido em estojos e bolsos. Fique de olho nos jovens!
Com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e Secretaria de Saúde do Distrito Federal



























