O Relatório de Metas Fiscais aponta que as receitas próprias municipais cresceram 15,61%
O prefeito Sandro Mabel (UB), acompanhado do secretário municipal da Fazenda, Valdivino de Oliveira, prestou contas do 3º Quadrimestre de 2025, nesta segunda-feira (16/3), na Câmara Municipal. A audiência pública realizada em cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) levou uma análise detalhada das metas fiscais, receitas, despesas e indicadores de desempenho da capital.
O trabalho feito ao longo de 2025 promoveu a recuperação do equilíbrio das contas públicas, ampliação dos investimentos em mais de 56% e fortalecimento da capacidade de aplicação de recursos em áreas estruturantes.
“Nós fizemos esses ajustes e fizemos um ajuste muito maior na Comurg, que no mês de abril vamos anunciar. São ajustes grandes que são feitos. A folha diminuiu, aumentamos a arrecadação e controlamos uma série de gastos que eram desperdícios que existiam, coisas que não deveriam ser pagas e eram pagas.”, declarou o prefeito.
A administração municipal encerrou o último quadrimestre de 2025 com R$ 1,2 bilhão em disponibilidade de caixa. Um dos principais destaques das contas de 2025 foi o crescimento da receita municipal. A arrecadação total da prefeitura atingiu R$ 10,02 bilhões, avanço de 9,64% em relação a 2024 e 5,16% acima da inflação no período. O resultado marca um novo patamar histórico para as finanças da capital.
A Saúde recebeu R$ 1,3 bilhão, correspondente a 21,55% e a Educação totalizou R$ 1,58 bilhão, equivalente a 25,83%, e alcançou a maior economia da história de Goiânia, R$ 1.206.548.071,50. O resultado orçamentário positivo de R$ 583,2 milhões entre arrecadação das receitas e consequente execução das despesas aponta o controle dos gastos, reflexo da nova política fiscal implementada em 2025 que reverteu o cenário de déficit de herdado pelo exercício anterior.
Em 2024, a receita foi de R$ 9.145.081.302,26, enquanto a despesa atingiu R$ 9.534.406.325,07. Já em 2025, a receita alcançou R$ 10.026.968.437,21 e superou a despesa, que ficou em R$ 9.443.789.728,21. Comparado com 2024 a execução foi 5% menor, números que apontam que o controle de gastos foi fundamental para o equilíbrio e garantia o direcionamento dos recursos as finalidades previamente definidas pela atual gestão. Mesmo empenhando despesas de 2024, em 2025 gastou-se -7,44% em termos reais em despesas correntes, ou seja, a gestão atual pagou dívidas herdadas recuperando a saúde financeira do município.
De acordo com o Relatório de Metas Fiscais, as receitas próprias municipais cresceram 15,61%, passando de R$ 4,57 bilhões em 2024 para R$ 5,29 bilhões em 2025, um aumento de R$ 713,9 milhões. O desempenho foi impulsionado principalmente pela evolução dos principais tributos municipais, com destaque para ISS, IRRF, IPTU e ITBI, além da ampliação das receitas de taxas.
A relação entre a Dívida Consolidada Líquida (DCL) e a Receita Corrente Líquida (RCL) caiu de 11,30% em 2024 para 8,06% em 2025. O índice permanece muito abaixo do limite de 120% estabelecido pelo Senado Federal, uma ampla margem de segurança fiscal e solidez nas finanças municipais. A despesa com pessoal no exercício de 2025 foi de 45,97%, número inferior aos 54% indicados pela LFR.
Resultados apresentados
- Arrecadação total: R$ 10,02 bilhões (recorde histórico)
- Investimentos: R$ 501 milhões
- Alta de 56,5% em relação a 2024
- Resultado fiscal: Superávit de R$ 583 milhões
- Caixa disponível: R$ 1,2 bilhão
- IPTU – 4,32%
- Crescimento de 15,61% na receita total
- ISS com alta de 12,38%
- ITBI com crescimento de 9,35%
- Redução global de mais de 5% nas despesas municipais
- Despesas correntes com retração de -7,44%
- Controle dos gastos com pessoal, com redução para 45,97% da RCL
- Queda de 7,91% no FPM, refletindo a crise nacional na arrecadação federal

























