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Nova lei garante 3 dias de folga remunerada para exames preventivos

Trabalhador agora pode usar até três dias por ano para realizar exames preventivos sem desconto no salário
Trabalhador agora pode usar até três dias por ano para realizar exames preventivos sem desconto no salário / Foto: Freepik

Lei trabalhista permite ao empregado se afastar por até três dias ao ano para realizar exames preventivos sem desconto no salário

Cuidar da saúde nem sempre é uma tarefa fácil de incluir na rotina de quem trabalha todos os dias. Afinal, entre prazos, reuniões e tarefas, muita gente acaba adiando consultas e exames preventivos.

Pensando nisso, uma nova lei trouxe uma mudança que pode ajudar bastante. Agora o trabalhador tem direito a até três dias de folga por ano para fazer exames preventivos, sem desconto no salário.

A saber, essa medida passa a fazer parte das regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e busca facilitar o acesso aos cuidados com a saúde.

Na prática, o intuito é dar tempo para que as pessoas façam os exames preventivos e, com isso, consigam identificar eventuais problemas de forma antecipada.

Como funciona a nova regra na prática

Em resumo, a lei garante que o trabalhador possa se ausentar do trabalho por até três dias a cada período de doze meses.

Então, esse tempo deve ser usado para a realização de exames preventivos, como os voltados para o papilomavírus humano (HPV) e também para a detecção de câncer de mama, colo do útero e próstata.

Ainda mais, durante esses dias, o salário continua sendo pago normalmente. Desse modo, não há prejuízo financeiro para o empregado. Isso ajuda a tirar uma das maiores barreiras que muitas pessoas enfrentam na hora de cuidar da saúde.

Outro ponto importante é que o direito não depende de autorização especial fora do que já é comum na relação de trabalho. Portanto, o trabalhador precisa apenas organizar a ausência com a empresa, seguindo os procedimentos internos.

Com isso, fica mais fácil encaixar exames preventivos na rotina, sem precisar recorrer a faltas não justificadas ou deixar a saúde para depois.

O papel das empresas na conscientização

A lei também traz uma responsabilidade para as empresas. Assim, elas passam a ser obrigadas a informar seus funcionários sobre campanhas de vacinação e ações de prevenção ligadas ao HPV e aos tipos de câncer citados.

Aliás, essa comunicação pode ser feita de várias formas, como avisos internos, mensagens eletrônicas ou materiais impressos. O objetivo é garantir que todos saibam da importância dos exames preventivos e tenham acesso a informações básicas sobre o tema.

Em complemento, o empregador deve informar de forma clara que o trabalhador tem direito à folga para realizar exames preventivos. Esse ponto é importante porque muitas pessoas nem sempre conhecem os seus direitos.

Veja, empresas com mais de 50 funcionários precisam cumprir essa regra de forma direta. Dessa maneira, o ambiente de trabalho também passa a ter um papel na promoção da saúde.

Por que essa medida pode fazer diferença

Quando o assunto é saúde, o tempo faz diferença. Afinal, muitas doenças podem ser tratadas com mais facilidade quando descobertas no início. É neste contexto que entram os exames preventivos, que ajudam a identificar sinais antes que o problema avance.

Com isso, ao permitir que o trabalhador tenha dias reservados para essa finalidade, a lei cria um caminho mais acessível para o cuidado pessoal. Em vez de adiar, a pessoa passa a ter um período garantido para cuidar de si.

Além disso, outro fator é que essa medida pode reduzir afastamentos mais longos no futuro. Afinal de contas, quando a saúde é acompanhada com exames preventivos, aumentam as chances de evitar situações que exigem tratamento prolongado.

Detalhes da tramitação

A proposta (PL 4.968/2020) que deu origem à Lei 15.377 passou por análise no Congresso e foi ajustada ao longo do tempo. O texto final foi aprovado sem vetos e agora já está em vigor.

Em conclusão, a mudança busca permitir que o trabalhador tenha condições de fazer exames preventivos sem precisar escolher entre a saúde e o trabalho.

Com informações da Agência Senado

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