
Goiânia reforça combate à dengue com visitas a imóveis, uso de tablets por agentes e ações de prevenção na cidade
A dengue voltou a fazer parte das notícias em muitas cidades do Brasil. Em Goiânia, o tema ganhou atenção nos últimos dias por conta de uma série de ações colocadas em prática pela prefeitura. O foco é evitar que o mosquito encontre espaço para se multiplicar pela cidade.
Aliás, quando falamos em dengue, muita gente pensa apenas no período de chuva. No entanto, o cuidado precisa acontecer o ano todo. Afinal, basta um pequeno acúmulo de água para que o mosquito se desenvolva.
Por isso, a Prefeitura de Goiânia iniciou uma operação que reúne visitas em casas, uso de tecnologia e até vacinação. A ideia é acompanhar de perto os locais onde o mosquito pode aparecer.
Ao mesmo tempo, o trabalho busca orientar moradores sobre atitudes que ajudam a evitar novos focos de dengue.
Cada ação tem um objetivo: reduzir o risco de transmissão da doença na capital.
Agentes usam tablets durante visitas contra a dengue
Um dos pontos da operação envolve o uso de tablets pelos agentes de combate às endemias. Ao todo, 950 aparelhos foram entregues para esses profissionais que visitam casas em todas as regiões da cidade.
Tais visitas fazem parte da rotina de prevenção da dengue. Então, durante o trabalho, os agentes observam quintais, áreas externas e locais onde a água pode ficar parada.
Agora, com os tablets, cada informação passa a ser registrada na hora. O agente anota dados sobre focos de dengue encontrados, aplicação de larvicida e orientações dadas aos moradores.
Esse registro direto no sistema ajuda a prefeitura a acompanhar o cenário da dengue em cada bairro. Assim, quando aparece um foco, a equipe consegue agir no mesmo local.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a meta é realizar cerca de 2,5 milhões de visitas a imóveis ao longo da operação. Com esse número de vistorias, a prefeitura espera identificar pontos que precisam de cuidado.
Além disso, os dados enviados pelos tablets ajudam a montar um mapa da dengue na cidade. Dessa forma, as equipes conseguem organizar novas ações de prevenção.
Operação inclui vistoria em imóveis abandonados
Outro ponto do plano envolve a vistoria em imóveis que representam risco para a saúde pública. Ao todo, 1.116 locais foram mapeados pela prefeitura.
Muitos desses espaços ficam fechados por longos períodos. Em alguns casos, estão abandonados ou sem moradores. Nessas condições, objetos e recipientes podem acumular água da chuva.
Na prática, esse cenário cria ambiente para o mosquito da dengue. Por isso, equipes da Secretaria Municipal de Saúde fazem inspeções nesses locais.
A saber, a ação tem apoio da Guarda Civil Metropolitana de Goiânia. Chaveiros também participam do trabalho quando é necessário abrir algum imóvel.
Inclusive, a entrada nesses locais segue uma regra prevista na Lei 13.301 de 2016. Em resumo, essa norma permite que agentes de saúde entrem em imóveis vazios ou sem responsável quando existe risco de transmissão de doenças como a dengue.
Depois da vistoria, o espaço é fechado novamente. O objetivo é manter o imóvel na mesma condição em que foi encontrado.
Além das inspeções, a operação conta com limpeza urbana e manejo ambiental. Desse modo, equipes retiram materiais que podem acumular água e servir de criadouro para o mosquito da dengue.
Em bairros onde já apareceram casos da doença, os agentes também usam equipamento de pulverização. O produto ajuda a reduzir a presença do mosquito em áreas com registro de dengue.
Vacinação e participação da população entram no combate
Por fim, outra medida anunciada pela prefeitura envolve a vacinação contra a dengue. A campanha começou com profissionais da saúde que atuam em unidades da Atenção Primária.
Nesta etapa inicial, a imunização utiliza a vacina Butantan-DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).
Goiânia recebeu 1.640 doses enviadas pela Secretaria de Saúde de Goiás. Os profissionais são vacinados nos próprios locais de trabalho por equipes dos distritos sanitários.
Cabe mencionar que a vacinação segue uma ordem de prioridade. Primeiro são atendidos trabalhadores da saúde entre 40 e 59 anos. Depois, a aplicação continua em outras faixas de idade dentro desse grupo.
Além da vacina, as unidades de saúde receberam novos equipamentos para atendimento de pacientes com dengue. Entre eles estão poltronas de hidratação, escadas hospitalares e suportes para soro.
Esses materiais ajudam durante períodos com aumento de casos da doença.
Aliás, dados do boletim epidemiológico mais recente mostram que Goiânia registrou 4.139 casos confirmados de dengue nas primeiras semanas de 2026. Também houve um óbito ligado à doença neste ano.
Ainda mais, o relatório aponta registros de chikungunya (26 casos) e zika (1 caso).
Contudo, vale ressaltar que mesmo com ações do poder público, o combate à dengue também depende de cuidados dentro das casas.
Assim, limpar calhas, manter caixas d’água fechadas, cuidar de piscinas e descartar objetos de forma correta ajuda a evitar água parada.
Em complemento, pratos de plantas podem receber areia para impedir o acúmulo de água. Pneus, garrafas e recipientes devem ficar guardados ou ser descartados.
Dessa forma, quando cada morador cuida do próprio espaço, o mosquito da dengue encontra menos lugares para se reproduzir.
Com informações da Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) – Prefeitura de Goiânia


























