
Critério da proporcionalidade em relação à idade foi observado e o militar deve receber cerca de R$ 21 mil por mês
Indiciado pelo feminicídio da soldado Gisele Alves Santana e por fraude processual, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi transferido para a reserva remunerada (aposentadoria) da Polícia Militar. A portaria de inatividade foi publicada, na quinta-feira (2/4), no Diário Oficial do Estado de São Paulo, e já passou a ter efeito.
O pagamento do salário ao tenente-coronel estava suspenso desde a sua prisão, em 18 de março. Mas agora, Geraldo Neto tem direito a proventos integrais, considerando a proporcionalidade do tempo de serviço de 58/60.
No mês de fevereiro de 2026, antes da prisão, ele recebeu R$ 28,9 mil brutos, segundo o site da Transparência do Governo de São Paulo. Com a proporcionalidade, levando em conta a idade atual dele, de 53 anos, o salário dele deverá ficar em torno de R$ 21 mil.
O processo contra o tenente-coronel pela morte da sua ex-esposa pode resultar em demissão com perda da patente. Se isto acontecer, a interrupção dos vencimentos previdenciários do militar ainda vai depender de decisão judicial.
Responsabilização penal
A passagem para a reserva não interfere na responsabilização penal ou disciplinar do militar.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o suspeito permanece preso preventivamente por decisão judicial. O inquérito da Polícia Civil já foi concluído e encaminhado à Justiça.
Ele é acusado pela morte da PM Gisele Alves Santana, que morreu com um tiro na cabeça no apartamento onde o casal vivia no Brás, no Centro de São Paulo, no dia 18 de fevereiro deste ano.

























