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Atualização: Mabel veta auxílio para compra de armas para mulheres vítimas de violência

Prefeito Sandro Mabel veta trecho sobre auxílio para compra de armas em projeto analisado em Goiânia
Prefeito Sandro Mabel veta trecho sobre auxílio para compra de armas em projeto analisado em Goiânia / Foto: Freepik

Veto de Sandro Mabel retira auxílio para compra de armas de proposta voltada a mulheres em situação de violência em Goiânia

Recentemente o Goiás 365 divulgou a aprovação dos vereadores de Goiânia de um projeto que vem gerando discussão. Trata-se de um auxílio para compra de armas de defesa para um público específico: mulheres em situação de violência doméstica.

O texto até então aprovado na Câmara Municipal (Projeto de Lei PL nº 634/2025) considerava um auxílio de R$ 5 mil, por meio do Programa Escudo Feminino.

Contudo, o prefeito Sandro Mabel vetou partes do projeto. Entre os pontos barrados, a ideia de oferecer ajuda para a compra de armas.

Por que o prefeito decidiu vetar esse ponto

A proposta tinha sido aprovada pelos vereadores e previa várias formas de apoio para mulheres em situação de violência. Entre elas, estava um auxílio financeiro de até R$ 5 mil para compra de armas de defesa.

A decisão de vetar o auxílio para compra de armas veio após análise jurídica. A Procuradoria do município avaliou o projeto e apontou alguns problemas.

Assim, o primeiro deles tem a ver com a criação de gastos. Projetos que envolvem despesas precisam seguir um caminho próprio dentro da gestão pública. Nesse caso, foi entendido que isso não foi respeitado.

Além disso, outro ponto envolve o controle do orçamento. A saber, o texto previa uso de recursos sem apresentar um estudo sobre impacto financeiro. Isso também pesou na decisão.

Ainda mais, o tema do auxílio para compra de armas esbarra em regras nacionais. Questões ligadas a armas são tratadas por leis federais. Por isso, o município não pode definir esse tipo de medida sozinho.

Aliás, também houve participação do Ministério Público de Goiás (MP-GO). O órgão sugeriu o veto ao projeto. A avaliação foi de que políticas públicas devem priorizar outras formas de proteção.

Nesse entendimento, medidas como o auxílio para compra de armas não devem ser o eixo central de ações voltadas à proteção de mulheres.

O que muda agora com o veto

Com a decisão, o projeto não foi descartado por completo. Então, algumas partes continuam valendo. O programa segue com foco em acolhimento, orientação e apoio às mulheres.

No entanto, o auxílio para compra de armas fica de fora nesse momento. O mesmo vale para cursos ligados ao uso de armamento e outros itens parecidos.

Agora, o texto retorna para a Câmara Municipal e os vereadores ainda vão analisar o veto. Cabe mencionar que existe a possibilidade de manter ou derrubar essa decisão.

Dessa forma, caso o veto seja mantido, o programa segue sem o auxílio para compra de armas e sem previsão de gastos diretos com esse tipo de ação. Nesse cenário, o foco passa a ser campanhas, parcerias e serviços já existentes.

Se houver mudança na decisão, o texto pode ganhar outro formato. Tudo depende da análise que será feita pelos parlamentares.

Em conclusão, o tema de certa forma ainda continua aberto. O debate sobre auxílio para compra de armas segue presente, mas dentro de limites legais e discussões que estão em andamento.

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