Alerta da Anvisa envolve suplementos de cúrcuma e risco ao fígado

    Anvisa chama atenção para possíveis efeitos no fígado ligados ao uso de suplementos e medicamentos com cúrcuma
    Anvisa chama atenção para possíveis efeitos no fígado ligados ao uso de suplementos e medicamentos com cúrcuma / Foto: Freepik

    Autoridade de saúde orienta atenção ao uso de suplementos e medicamentos com cúrcuma após relatos de inflamação no fígado associados a extratos concentrados da substância

    Quem usa cápsulas ou extratos de cúrcuma costuma fazer isso em busca de cuidado com o corpo. O produto aparece em farmácias, lojas de suplementos e também em sites de venda.

    Entretanto, um alerta recente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) chamou atenção de muita gente no Brasil.

    A saber, a agência informou que medicamentos e suplementos com cúrcuma podem estar ligados a casos de problema no fígado.

    Mas atenção! O comunicado não fala do uso da cúrcuma na comida do dia a dia. Assim, o foco está em produtos com concentração maior da substância.

    Por que o alerta sobre cúrcuma apareceu

    Nos últimos anos, órgãos de saúde de vários países passaram a investigar relatos de dano no fígado após consumo de suplementos com cúrcuma.

    Então, a análise citada pela Anvisa reúne registros que apontam ligação entre extratos concentrados de cúrcuma e inflamação hepática em alguns pacientes.

    De acordo com a agência, parte do risco aparece em fórmulas que tentam aumentar a absorção da curcumina, composto presente na cúrcuma.

    Esse tipo de tecnologia pode elevar a quantidade absorvida pelo organismo. Com isso, o fígado pode sofrer reação em algumas situações.

    Inclusive, outras autoridades de saúde também analisaram episódios parecidos. Agências da Itália, Austrália, Canadá e França divulgaram comunicados após registros de intoxicação hepática ligados ao uso de suplementos com cúrcuma. Em alguns casos, houve retirada de produtos do mercado e inclusão de aviso em rótulos.

    Cúrcuma na comida continua liberada

    Veja! Um ponto citado pela Anvisa merece atenção. O alerta não envolve o uso da cúrcuma em pratos do dia a dia. Dessa forma, o tempero usado na cozinha segue como alimento.

    Em resumo, a diferença está na forma de consumo. Em suplementos ou medicamentos, a cúrcuma aparece em dose maior e em extratos. Em muitos produtos, há recursos que aumentam a absorção da curcumina no corpo. Esse cenário muda a forma como o organismo lida com a substância.

    Por esse motivo, autoridades de saúde reforçam que alimento e suplemento não entram no mesmo grupo de risco.

    Então, reforçando: o consumo culinário de cúrcuma não aparece ligado aos casos de dano hepático analisados nas investigações citadas no alerta.

    Sinais que pedem atenção

    Quem usa suplemento ou medicamento com cúrcuma precisa observar sinais do corpo. Em parte dos relatos analisados, os pacientes procuraram atendimento após perceber mudanças ligadas ao fígado.

    Entre os sinais citados por autoridades de saúde estão:

    • Pele ou olhos com cor amarela,
    • Urina escura,
    • Sensação de cansaço sem causa clara,
    • Náusea e dor na região do abdômen.

    Na prática, esses podem sem indícios de inflamação hepática.

    Desse modo, caso algum desses sinais apareça durante uso de suplemento ou medicamento com cúrcuma, a orientação é interromper o consumo e buscar avaliação de profissional de saúde.

    Além disso, a Anvisa também pede registro de suspeita de reação em sistemas de notificação como VigiMed (para os casos de medicamentos) e Notivisa (para suplementos).

    Prevenção e informação

    Diante deste cenário, para ampliar prevenção, a Anvisa determinou mudança em bulas de medicamentos que usam cúrcuma.

    Com isso, produtos Motore ® e Cumiah ® passarão a trazer aviso sobre risco de reação no fígado. No campo dos suplementos, a agência iniciou um processo de revisão do uso da substância e da presença de alerta nos rótulos.

    Muita gente inclui cúrcuma na rotina por indicação ou por conta própria. O alerta da Anvisa não proíbe o consumo, mas abre espaço para cuidado e diálogo com profissional de saúde antes de iniciar suplemento.

    Ler o rótulo, entender a dose e conhecer a origem do produto são passos citados por profissionais de saúde em situações como essa.

    Por fim, com os dados reunidos até agora, a orientação central segue simples: quem usa cápsulas ou extratos de cúrcuma deve ficar atento ao próprio corpo e procurar orientação de saúde diante de qualquer sinal ligado ao fígado.

    Com informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

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