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Cesta básica sobe em 17 capitais em junho; veja onde os preços aumentaram e valor em Goiânia

Levantamento mostra alta da cesta básica no país
Levantamento mostra alta da cesta básica no país / Foto: Magnific

Levantamento do DIEESE mostra alta da cesta básica em 17 capitais em junho. Goiânia teve queda no mês, mas o custo ainda compromete mais da metade do salário mínimo

O custo da cesta básica voltou a subir na maior parte do país em junho de 2026. A saber, um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), realizado em parceria com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), mostra que o conjunto dos alimentos essenciais ficou mais caro em 17 capitais brasileiras e apresentou redução em outras dez.

Apesar da tendência nacional de alta, Goiânia seguiu na direção oposta e registrou queda de 0,54% em relação ao mês anterior.

Mesmo com o recuo registrado na capital goiana, o preço da cesta ainda pesa no orçamento das famílias. Em junho, o conjunto dos produtos básicos custou R$ 821,22 na cidade, enquanto um trabalhador que recebe o salário mínimo precisou destinar mais da metade da renda líquida para comprar os alimentos considerados essenciais.

São Paulo mantém a cesta básica mais cara do país

Entre as capitais pesquisadas, São Paulo voltou a liderar o ranking da cesta básica mais cara do Brasil. Em junho, o conjunto de alimentos alcançou R$ 965,47. Na sequência aparecem Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42).

Os maiores aumentos mensais foram observados em Boa Vista, onde a cesta subiu 3,28%, seguida por Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%).

Nas capitais do Norte e do Nordeste, que possuem composição diferente da cesta pesquisada, os menores custos médios foram registrados em Aracaju (R$ 630,40), São Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$ 686,07).

Aliás, a pesquisa também mostra que o aumento dos preços não ficou restrito ao mês de junho. Na comparação entre junho de 2025 e junho de 2026, 26 das capitais pesquisadas apresentaram alta no custo da cesta básica.

Os maiores avanços ocorreram em Cuiabá (14,71%), Aracaju (13,12%) e Belo Horizonte (12,52%). Apenas São Luís manteve estabilidade no período, com variação de -0,09%.

No acumulado dos seis primeiros meses de 2026, todas as capitais registraram aumento nos preços dos alimentos básicos. As elevações variaram entre 4,02%, em São Luís, e expressivos 21,48%, em Fortaleza.

Salário mínimo necessário supera R$ 8 mil, aponta DIEESE

Com base no valor da cesta básica mais cara do país, registrada em São Paulo, o DIEESE calcula mensalmente quanto deveria ser o salário mínimo para atender às despesas essenciais de uma família de quatro pessoas.

Segundo a estimativa referente a junho de 2026, o salário mínimo necessário deveria alcançar R$ 8.110,92. O valor corresponde a cinco vezes o piso nacional vigente, fixado em R$ 1.621,00.

No mês anterior, a estimativa havia sido de R$ 7.999,44. Já em junho de 2025, o cálculo indicava necessidade de R$ 7.416,07, quando o salário mínimo oficial era de R$ 1.518,00.

Vale mencionar que o levantamento considera gastos com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, conforme o parâmetro previsto na Constituição Federal para a remuneração mínima dos trabalhadores.

Goiânia tem queda no mês, mas alimentos ainda acumulam altas expressivas

Embora tenha registrado redução no preço da cesta básica em junho, Goiânia ainda apresenta aumento acumulado tanto no ano quanto nos últimos 12 meses.

Na comparação com maio, oito dos 13 produtos pesquisados ficaram mais baratos. As principais quedas ocorreram na batata (-7,17%), tomate (-4,82%), café em pó (-4,82%), banana (-1,77%), arroz agulhinha (-1,11%), pão francês (-0,68%), óleo de soja (-0,40%) e açúcar cristal (-0,31%). A farinha de trigo permaneceu estável.

Em sentido contrário, quatro itens registraram aumento de preços no mês: feijão carioca (13,07%), manteiga (0,51%), carne bovina de primeira (0,49%) e leite integral (0,15%).

O impacto da cesta básica continua elevado sobre a renda do trabalhador goianiense. Em junho, quem recebeu o salário mínimo precisou trabalhar 111 horas e 27 minutos para adquirir os alimentos básicos.

No mês anterior, eram necessárias 112 horas e quatro minutos. Considerando o salário líquido, após o desconto da Previdência Social, a compra da cesta comprometeu 54,77% da renda mensal.

Mesmo com a redução observada em Goiânia no último mês, os dados do DIEESE mostram que o custo da alimentação permanece elevado no país e continua pressionando o orçamento das famílias, especialmente diante do aumento acumulado dos preços ao longo de 2026.

Com informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE)