
Grupo ligado se movimenta por mudança nos rumos do partido no Estado. Flávio Bolsonaro visita Goiânia para encontro com Caiado e Daniel Vilela
A derrota de Wilder Morais (PL) na disputa pelo Governo de Goiás abriu uma nova frente de tensão dentro do Partido Liberal. Após terminar o primeiro turno com 21,96% dos votos válidos, contra 59,17% de Daniel Vilela (MDB), o senador passou a enfrentar questionamentos dentro da legenda.
Nos bastidores, uma ala do PL articula para assumir o comando do partido. Entre os nomes que integram esse campo estão o senador eleito Gustavo Gayer, o deputado federal eleito Major Vitor Hugo, a deputada federal reeleita Magda Mofatto e o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa. A informação é da Coluna Giro, do jornal O Popular.
A divergência não surgiu após a derrota nas urnas. Ao longo de 2025 e deste ano, integrantes desse grupo defenderam uma composição do PL com Daniel Vilela. Em fevereiro, eles chegaram a participar de uma reunião com o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, para discutir o tema. Na ocasião, parte do grupo defendia um acordo com o emedebista, enquanto Wilder insistia na candidatura própria.
Magda chegou a declarar publicamente que trabalhou ao lado de Gayer para que o PL indicasse o candidato a vice na chapa de Daniel. A parlamentar também afirmou que considerava aquele momento inadequado para uma candidatura de Wilder ao Palácio das Esmeraldas.
Márcio foi além. Mesmo filiado ao PL, ele declarou apoio a Daniel durante a campanha, contrariando Wilder. A decisão aprofundou a divisão interna e chegou a levar a direção estadual do partido a discutir eventuais medidas contra o prefeito.
Visita de Flávio
A movimentação ganha um novo componente nesta terça-feira (6/10), quando Flávio Bolsonaro (PL) visita Goiânia para receber o apoio de Daniel e do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) no segundo turno da eleição presidencial. Wilder não deve comparecer na agenda.
O encontro aproxima Flávio do grupo político que Wilder enfrentou nas eleições e ocorre no momento em que integrantes da legenda discutem uma reconfiguração do partido.
Caso a ala dissidente consiga assumir comando, a tendência é de uma mudança na relação da sigla com o governo de Daniel, reduzindo o enfrentamento adotado por Wilder e abrindo espaço para uma aproximação com a base.

























