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Ashwagandha: suplemento popular no TikTok não tem registro no Brasil, alerta a Anvisa

Ashwagandha ganhou popularidade nas redes sociais, mas não é autorizada em suplementos no Brasil
Ashwagandha ganhou popularidade nas redes sociais, mas não é autorizada em suplementos no Brasil / Foto: Magnific

Anvisa proíbe o uso da substância em suplementos alimentares no país e alerta para os riscos à saúde

A ashwagandha, erva de origem asiática que ganhou popularidade nas redes sociais por promessas de relaxamento e alívio de sintomas da perimenopausa, não tem autorização para uso em suplementos alimentares no Brasil.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informa que o ingrediente não está na lista de substâncias permitidas para esses produtos e que sua fabricação, comercialização, distribuição e uso são proibidos no país.

O alerta ganhou repercussão após a notícia de que uma britânica sofreu falência do fígado, paradas cardíacas e danos cerebrais graves após utilizar o suplemento.

O caso chama a atenção para os riscos associados ao consumo de produtos sem regularização e à procura por soluções divulgadas na internet.

Por que a ashwagandha é proibida em suplementos no Brasil?

Segundo a Anvisa, a ashwagandha não integra a relação de ingredientes autorizados para a fabricação de suplementos alimentares no país. Por isso, produtos desse tipo que contenham a substância não podem ser fabricados, comercializados, distribuídos ou utilizados no Brasil.

A popularidade nas redes sociais não significa que um produto tenha sido avaliado e autorizado pelos órgãos reguladores.

Promessas de relaxamento ou de alívio de sintomas, por exemplo, não garantem que uma substância seja segura para consumo.

A agência também estabelece limites para as alegações feitas sobre suplementos. Esses produtos não podem ser anunciados como capazes de curar, tratar ou prevenir doenças. Portanto, conteúdos que atribuam esse tipo de benefício a um suplemento precisam ser vistos com cautela.

Para que servem os suplementos alimentares?

Em resumo, os suplementos alimentares são produtos de consumo oral, encontrados em formatos como cápsulas, comprimidos, pós, pastilhas e barras. Sua finalidade é complementar a alimentação de pessoas saudáveis com nutrientes ou outras substâncias autorizadas, como compostos bioativos, enzimas e probióticos.

De acordo com a regulamentação sanitária, esses produtos devem conter ingredientes permitidos pela Anvisa.

A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 243/2018 estabelece regras para a composição dos suplementos alimentares, incluindo os ingredientes e aditivos que podem ser utilizados.

E cabe mencionar que nem todas as pessoas precisam consumir suplementos. A necessidade depende de fatores como o estado de saúde, a qualidade da alimentação e a prática de atividade física.

Por isso, a decisão deve ser tomada com orientação de profissionais de saúde qualificados. Quando a suplementação é indicada, cabe a esses profissionais orientar qual produto utilizar, a quantidade adequada e a forma de consumo.

Suplementos podem fazer mal à saúde?

Os riscos podem estar relacionados à presença de substâncias não avaliadas pelas autoridades sanitárias ou a problemas nas condições de fabricação. Entretanto, mesmo os suplementos regularizados podem causar prejuízos quando utilizados de maneira inadequada ou sem considerar as necessidades individuais.

O caso associado à ashwagandha reforça a importância de avaliar com cuidado os produtos divulgados na internet, especialmente quando são apresentados como soluções simples para questões de saúde.

Na prática, a popularidade de um ingrediente não substitui a avaliação de sua segurança nem a orientação profissional.

Sendo assim, antes de consumir qualquer suplemento, é necessário verificar as informações do rótulo, incluindo as recomendações de uso, a dosagem, as advertências e as restrições indicadas pelo fabricante.

Com informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária