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Butantan vai produzir medicamento contra o câncer para o SUS

Produção nacional de medicamento contra o câncer pelo Butantan pode ampliar o acesso ao tratamento no SUS
Produção nacional de medicamento contra o câncer pelo Butantan pode ampliar o acesso ao tratamento no SUS / Foto: Freepik

Parceria vai permitir que o Butantan produza medicamento contra o câncer no Brasil e amplie o acesso pelo SUS

O Brasil vai começar a produzir um medicamento contra o câncer dentro do próprio país. A saber, o plano envolve o Instituto Butantan, que passará a fabricar um medicamento já usado em alguns tratamentos. Esse movimento abre caminho para ampliar o uso da terapia no Sistema Único de Saúde (SUS).

Como será a produção nacional do medicamento contra o câncer

O processo ocorre por meio de uma parceria entre o setor público e uma empresa privada. Nesse caso, o laboratório Merck Sharp & Dohme vai transferir a tecnologia para o Butantan. Em outras palavras, o conhecimento necessário para produzir o medicamento contra o câncer será compartilhado.

Esse tipo de acordo é chamado de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP). Assim, permite que o Brasil passe a fabricar remédios que antes vinham de fora. Com isso, o país ganha autonomia e pode organizar melhor a oferta dentro do SUS.

Vale sinalizar que o medicamento envolvido é o pembrolizumabe, uma imunoterapia já usada em tratamentos. Ele atua ajudando o próprio corpo a reagir contra o câncer. Em vez de atacar diretamente as células doentes, ele estimula o sistema de defesa.

Hoje, esse medicamento contra o câncer já é usado em casos de melanoma. Com a produção nacional, a expectativa é que o acesso seja ampliado com o tempo. Isso inclui a possibilidade de uso em outros tipos da doença, como câncer de pulmão, mama e colo do útero, que ainda estão em análise.

Mas veja, um ponto importante é o tempo do projeto. A transferência de tecnologia não acontece de uma vez. Existe um processo que pode levar anos até que o Butantan esteja produzindo tudo por conta própria. Ainda assim, o caminho já foi iniciado.

“A inovação que nos interessa é aquela que chega às pessoas, principalmente as mais vulneráveis. Aquela que reduz desigualdades, amplia o acesso, melhora o cuidado e salva vidas. Porque, no fim, não estamos falando apenas de tecnologia. Estamos falando de direito à saúde”, ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O que muda para quem depende do SUS

Para quem usa o SUS, a principal mudança está no acesso. Quando o medicamento contra o câncer passa a ser produzido no Brasil, fica mais fácil planejar a sua distribuição. Dessa forma, pode ajudar a evitar falta e reduzir o tempo de espera.

Além disso, o uso do poder de compra do SUS tem um papel importante. Como o sistema público atende uma parte grande da população, ele consegue negociar em escala. Isso incentiva a produção local e movimenta o setor farmacêutico.

E mais, levanta a possibilidade de ampliar indicações. Hoje, o medicamento contra o câncer tem uso definido para alguns casos. Contudo, com novos estudos e avaliações, ele pode ser liberado para outros tipos da doença.

Na prática, essa análise é feita por órgãos técnicos que avaliam segurança e eficácia.

Outras iniciativas ligadas à saúde pública

Além da produção do medicamento contra o câncer, o anúncio do governo sinalizou a criação de uma estratégia voltada para doenças que afetam populações vulneráveis. Essa iniciativa busca desenvolver soluções que ainda não existem no mercado.

Em suma, a proposta envolve uma cooperação com apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). A ideia é identificar necessidades, ouvir o mercado e escolher projetos que possam gerar novos produtos.

Entre as doenças que entram nesse foco estão hanseníase, tuberculose, doença de Chagas, leishmaniose e dengue.

Com informações do Ministério da Saúde

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