
Pesquisa da GoiâniaTur ouviu 354 pessoas e mostra avaliação positiva da experiência na capital, com destaque para gastronomia e hospitalidade
Uma pesquisa realizada pela Prefeitura de Goiânia mostra uma avaliação positiva de quem passou pela capital. Segundo a primeira etapa da Pesquisa de Demanda Turística de Goiânia, 98,33% dos entrevistados afirmaram que recomendariam a cidade como destino turístico, enquanto 95% avaliaram a experiência no município como boa ou excelente.
O levantamento foi realizado em julho pelo Observatório de Turismo de Goiânia, ligado à Agência Municipal de Turismo e Eventos (GoiâniaTur).
Ao todo, foram ouvidas 354 pessoas no Aeroporto Internacional de Goiânia, no Terminal Rodoviário e no Zoológico de Goiânia.
Desse grupo, 240 foram considerados turistas, enquanto os demais estavam na cidade em situação de conexão.
Gastronomia e hospitalidade estão entre os pontos mais bem avaliados
É interessante sinalizar que entre os aspectos analisados pela pesquisa, a gastronomia aparece na primeira posição, com nota média de 4,7. A hospitalidade recebeu 4,6, seguida pela qualidade dos atrativos turísticos, com 4,5, e pela segurança, avaliada em 4,4.
Os dados também ajudam a identificar quais lugares fazem parte da experiência dos visitantes.
O Zoológico de Goiânia foi frequentado por 46,67% dos entrevistados. Na sequência aparecem as compras em shopping centers e na Região da 44, citadas por 44,62% das pessoas.
Bares e restaurantes foram mencionados por 34,87% dos participantes, enquanto parques e áreas verdes apareceram entre as opções de 28,21%.
A diversidade dos locais procurados também se relaciona aos diferentes motivos que levam pessoas à capital.
Entre aqueles que tinham Goiânia como destino final, as visitas a familiares e amigos foram a principal razão, com 22,32%. O lazer respondeu por 13,28% e os negócios, por 10,73%.
Pesquisa mostra perfil dos visitantes e impacto na economia
O levantamento também procurou entender quanto os visitantes movimentam durante a permanência na cidade.
Mais de 53% dos entrevistados disseram gastar, em média, até R$ 300 por dia. Já 16,25% relataram despesas diárias superiores a R$ 1 mil.
Entre as pessoas que se hospedaram em Goiânia, o período de permanência mais comum ficou entre uma e três noites.
A pesquisa registrou ainda a origem do público. Os visitantes nacionais representaram 94,07% do total e vieram do interior de Goiás e de estados como São Paulo, Maranhão, Espírito Santo, Tocantins e Mato Grosso.
O público internacional correspondeu a 5,93% dos participantes, com predominância de pessoas dos Estados Unidos e da Argentina.
Outro dado chama atenção para a posição de Goiânia como ponto de circulação regional. Para 32,20% dos entrevistados, a passagem pela cidade ocorreu por causa de uma conexão para outro destino.
O ônibus regular foi o meio de transporte mais utilizado para chegar à capital, citado por 40,68% dos participantes. O carro particular apareceu em seguida, com 30,51%, enquanto o avião foi utilizado por 23,16%.
Goiânia terá mais três etapas da pesquisa ao longo do ano
Para concluir, cabe destacar que a pesquisa realizada em julho é apenas a primeira de quatro etapas previstas pelo Observatório de Turismo de Goiânia. A programação estabelece um total de 1.500 entrevistas ao longo do ano.
A proposta é acompanhar o comportamento dos visitantes em diferentes períodos e observar possíveis variações sazonais no fluxo turístico da capital. Os resultados deverão servir como base para orientar políticas públicas relacionadas ao setor.
Para o presidente da GoiâniaTur, Vinícius Gomes, os números ajudam a compreender o potencial da cidade para receber turistas e também sua função como ponto de conexão.
Já a coordenadora do Observatório de Turismo de Goiânia, Kiara Karizy, explica que incluir visitantes em conexão permite observar um público que circula pela capital mesmo sem tê-la como destino final.
A metodologia, portanto, considera não apenas quem permanece em Goiânia, mas também quem passa pelo município durante uma viagem para outro local. Isso amplia a compreensão sobre o fluxo de pessoas que chega à cidade e sobre as diferentes formas de utilização de sua estrutura turística.
Com informações da Agência Municipal de Turismo e Eventos (GoiâniaTur) – Prefeitura de Goiânia
























