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MPGO: homem é condenado a 69 anos de prisão por feminicídio em Planaltina de Goiás

MPGO obtém condenação de 69 anos de prisão por feminicídio em Planaltina de Goiás
MPGO obtém condenação de 69 anos de prisão por feminicídio em Planaltina de Goiás / Foto: Magnific

Júri reconheceu agravantes no crime, e sentença também determinou indenização de R$ 100 mil à família da vítima

Um homem recebeu pena de 69 anos e 2 meses de prisão pelo feminicídio da companheira e pelo furto do celular da vítima, em Planaltina de Goiás.

A decisão foi proferida pelo Tribunal do Júri, a partir de denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO), e também determinou o pagamento de R$ 100 mil em indenização aos familiares.

Como ocorreu o crime em Planaltina de Goiás

O feminicídio aconteceu em 29 de agosto de 2025, por volta das 20h, na residência da vítima, no bairro Itapuã I, em Planaltina de Goiás.

Segundo as informações apresentadas no processo, o casal mantinha um relacionamento havia cerca de três anos, marcado por episódios de violência física, patrimonial e psicológica.

Na noite do crime, o homem, Glaycon Fernandes da Silva, atacou a companheira com golpes de facão na cabeça, no peito e na nuca. A violência também provocou a amputação parcial de dedos da vítima. A lâmina da arma chegou a se quebrar durante as agressões.

A mulher morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico. Após o crime, o autor trocou de roupa, pegou o celular da companheira e, posteriormente, vendeu o aparelho.

O corpo foi encontrado no dia seguinte, depois que a polícia foi acionada.

Glaycon foi capturado no Distrito Federal cerca de dois meses depois e permaneceu preso durante o andamento do processo.

Júri reconheceu três agravantes do feminicídio

Durante o julgamento, os jurados reconheceram três circunstâncias agravantes relacionadas ao feminicídio: o fato de a vítima ser mãe de dois adolescentes, o emprego de meio cruel e a utilização de recurso que dificultou sua defesa.

Pelo feminicídio, a pena estabelecida foi de 67 anos e 6 meses de prisão. Já pelo furto do celular, foram fixados mais 1 ano e 8 meses de reclusão, além de 70 dias-multa. Somadas, as penas chegam a 69 anos e 2 meses.

A saber, a fuga para outro estado também foi considerada um fator desfavorável ao réu na análise judicial.

Sentença prevê indenização à família da vítima

Além da pena privativa de liberdade, a decisão determinou o pagamento de R$ 100 mil a título de reparação mínima por danos morais aos familiares da vítima.

O juiz também negou ao réu o direito de recorrer em liberdade. Com isso, foi determinado o início imediato do cumprimento da pena, conforme o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a execução das condenações impostas pelo Tribunal do Júri.

O caso reúne condenações por feminicídio e furto, com reconhecimento de agravantes pelos jurados e determinação de reparação financeira à família da vítima.

Com informações do Ministério Público do Estado de Goiás