
Prefeitura precisou corrigir mais de 80 pendências ambientais e técnicas herdadas da gestão anterior
A Prefeitura de Aparecida de Goiânia recebeu, nesta quinta-feira (19/3), a licença ambiental de operação do aterro sanitário municipal, concedida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).
A unidade agora é considerada o maior aterro público licenciado de Goiás e passa a operar conforme as normas estaduais e federais, garantindo segurança jurídica, ambiental e operacional. A unidade recebe cerca de 500 toneladas de resíduos sólidos por dia e atende uma população superior a 600 mil habitantes,
A entrega do documento ocorreu em solenidade realizada no próprio aterro, localizado no Setor Vale do Sol, e ocorreu após a correção de mais de 80 pendências ambientais e técnicas deixadas pelo governo anterior.
“Toda a equipe buscou a regularização do aterro. Isso se traduz em economicidade no poder público, mas, acima de tudo, representa o compromisso de fazer o que é correto e garantir segurança para a população”, afirmou o prefeito Leandro Vilela, estacando ainda que o licenciamento representa responsabilidade ambiental aliada à eficiência na gestão pública.
Desde o início da atual gestão, uma força-tarefa foi mobilizada pelo prefeito Leandro Vilela para sanar irregularidades herdadas, incluindo falhas no monitoramento do solo, controle de efluentes, tratamento do chorume, atualização de documentos técnicos, melhorias nos sistemas de drenagem e no controle dos gases gerados pela decomposição dos resíduos.
Rigor técnico
“Obter um licenciamento ambiental é um processo rigoroso e tecnicamente sofisticado. Hoje, o aterro de Aparecida cumpre todos os parâmetros exigidos, com controle adequado do chorume e dos gases, garantindo a proteção do solo, da água e da saúde da população”, afirmou a secretária estadual de Meio Ambiente, Andréa Vulcanis.
Acompanhamento do MP
O promotor de Justiça Rodrigo Batista informou que o Ministério Público de Goiás (MPGO) acompanhou todo o processo de licenciamento. “Há cerca de um ano, encontramos um cenário com diversas inconformidades e um processo em andamento. A partir do diálogo e do compromisso da gestão, foi possível corrigir essas pendências e alcançar a regularização”, declarou.
O processo de regularização do aterro sanitário foi coordenado conjuntamente entre os secretários municipais Pollyana Borges (Meio Ambiente), Fábio Camargo (Procuradoria Geral do Município) e Wagner Siqueira (Desenvolvimento Urbano).
Modelo atual x práticas do passado
Wagner Siqueira explicou a diferença entre o modelo atual e práticas inadequadas do passado. “O chorume é drenado e encaminhado para tratamento adequado, evitando a contaminação do solo e da água. Já os gases, como o metano, são captados e queimados, o que reduz significativamente os impactos ambientais e os riscos”.
E acrescentou: “A diferença entre um lixão e um aterro sanitário está justamente nesses controles. Aqui, todo o sistema é preparado para garantir segurança ambiental e qualidade de vida para a população”.
A secretária Pollyana Borges reforçou o compromisso da gestão com a política ambiental e a destinação correta dos resíduos sólidos.
Ampliação do aterro
A Prefeitura de Aparecida já trabalha na ampliação da área operacional do aterro, com expectativa de garantir capacidade de funcionamento por mais de 15 anos.
Presenças
Prestigiaram o evento o presidente da Câmara Municipal, Gilsão Meu Povo, e os também vereadores Rogério Almeida, Ataídes Neguinho, Almeidinha, Edinho Carvalho, Professor Clusemar, Mazinho Madre Germana, Dieyme Vasconcelos, Mazinho Baiano, Roberto Chaveiro, Bi Dourado, Rosinaldo Boy, Diogo Tufão e Tales de Castro.
Também participaram equipes técnicas da Semad e da Prefeitura de Aparecida, além dos secretários municipais Ozéias Laurentino Júnior (Comunicação) e Coronel Gordinho (Segurança Pública), e outros auxiliares da gestão envolvidos no processo de regularização do aterro sanitário.
Após o evento, Leandro Vilela disse em entrevista que a questão ambiental deve ser tratada com responsabilidade. “Além da questão ambiental, é saúde pública. Isso é muito sério e nós precisamos cuidar com responsabilidade e respeito”.
Confira:


























