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Proposta de Vanderlan para proteger o Pix e reforçar autonomia do Banco Central avança na CCJ

Proposta de Vanderlan para proteger o Pix e reforçar autonomia do Banco Central avança na CCJ
Vanderlan Cardoso classificou a aprovação como "uma grande vitória para o Brasil" - (Foto: Reprodução)

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (10/6) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65/2023, de autoria do senador Vanderlan Cardoso (PSD), que amplia a autonomia financeira, administrativa e orçamentária do Banco Central. A proposta também incorpora à Constituição mecanismos de proteção ao Pix, reforçando sua gratuidade e sua gestão exclusiva pelo Banco Central.

Na prática, um dos pontos mais relevantes do texto é a constitucionalização das garantias relacionadas ao Pix. O relatório aprovado estabelece que o sistema de pagamentos instantâneos continuará sob controle exclusivo do Banco Central e preserva sua gratuidade para pessoas físicas, criando uma barreira institucional contra eventuais tentativas futuras de cobrança sobre as transferências eletrônicas.

“Esta foi uma grande vitória para o Brasil. A aprovação da PEC 65 na CCJ fortalece o Banco Central e cria uma proteção institucional importante para os brasileiros. Na prática, é uma garantia a mais de que o PIX continuará sendo gratuito, sem espaço para tentativas de taxação por parte de governos de ocasião”, afirmou.

O senador também ressaltou que a proposta busca afastar interferências políticas sobre instrumentos que hoje fazem parte do cotidiano da população. “Enquanto muitos discutem se o Pix é desse ou daquele governo, nós estamos garantindo que ele continue sendo do Brasil, protegendo de interferência política e impedindo que qualquer governo possa taxar a população que já adotou o Pix como principal meio de pagamento”, explicou Vanderlan.

Atualmente, o Banco Central já possui autonomia operacional, aprovada pelo Congresso em 2021. A PEC 65 amplia esse modelo ao permitir que a instituição tenha autonomia também sobre seu orçamento e sua estrutura administrativa. Pelo texto aprovado, o BC passa a ser uma entidade pública de natureza especial, com autonomia técnica, operacional, administrativa, financeira e patrimonial.

Relator da matéria, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) defendeu a proposta como uma medida necessária para fortalecer a capacidade institucional do Banco Central e garantir a continuidade de políticas públicas bem-sucedidas.

A aprovação na CCJ é vista como a etapa mais importante da tramitação da proposta no Senado. O texto agora segue para análise do plenário da Casa, onde precisará ser aprovado em dois turnos antes de ser encaminhado à Câmara dos Deputados