Programa do governo federal permitirá que entregadores financiem motos e bicicletas elétricas com condições especiais e prazo de até 48 meses
O governo federal lançou uma linha de crédito para ajudar profissionais que atuam com entregas, transporte de passageiros e transporte de cargas a financiarem veículos novos.
Em resumo, a proposta contempla desde bicicletas elétricas até motos produzidas no Brasil e busca ampliar o acesso ao financiamento para trabalhadores que dependem desses meios para exercer a profissão.
A medida faz parte do programa Move Brasil – Entregadores e Motoapp e foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, na última sexta-feira (12).
Quem poderá acessar a nova linha de crédito?
A nova linha de crédito foi criada para profissionais que atuam por aplicativos ou possuem vínculo formal de trabalho na área de entregas e transporte.
Entre os beneficiários estão os entregadores ciclistas e motociclistas cadastrados em plataformas há pelo menos seis meses e que tenham realizado, no mínimo, 100 corridas ou entregas nesse período.
Ainda mais, também poderão participar motofretistas, mototaxistas e ciclistas contratados pelo regime CLT, desde que estejam há pelo menos seis meses na mesma empresa.
Nos casos em que o veículo exigir habilitação, será necessário possuir CNH (Carteira Nacional de Habilitação) categoria A.
Além disso, cada participante poderá financiar apenas um veículo dentro das regras do programa.
O cadastro será feito pela plataforma oficial do governo. Após a análise dos requisitos, o trabalhador receberá uma confirmação informando se está apto a seguir para a próxima etapa.
No entanto, a liberação do financiamento dependerá da análise de crédito realizada pelos bancos participantes.
Quais veículos poderão ser financiados?
O programa contempla diferentes opções de motos e bicicletas elétricas, além de modelos flex fabricados no país.
Poderão ser financiadas motocicletas, motonetas e ciclomotores de até 160 cilindradas produzidos no Brasil. O programa também inclui bicicletas elétricas e outros veículos elétricos compatíveis com os limites definidos pelo governo.
A saber, as motos e bicicletas elétricas deverão ser zero-quilômetro e atender aos critérios de fabricação nacional ou de projetos ligados à produção brasileira. Segundo o governo, a medida busca incentivar a renovação da frota e estimular a produção industrial no país.
Outro ponto que chama atenção é a possibilidade de algumas montadoras oferecerem descontos aos compradores. Com isso, o valor final pago pelo trabalhador poderá ficar menor em determinadas situações.
Além do benefício destinado às pessoas físicas, o programa também criou uma modalidade voltada para empresas interessadas em investir em pontos de recarga e troca de baterias para veículos elétricos.
Como funcionará o financiamento?
Os entregadores aprovados no cadastro poderão procurar instituições financeiras habilitadas para solicitar o crédito a partir do dia 13 de julho. Entre os bancos participantes estão a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.
Em linhas gerais, a linha de crédito oferece prazo de até 48 meses para pagamento e carência de dois meses antes do início das parcelas. O programa também permite financiar o seguro prestamista, que pode auxiliar na quitação da dívida em situações previstas em contrato.
As taxas variam conforme o perfil do beneficiário. Segundo as regras divulgadas pelo governo, homens terão juros de 12,5% ao ano, enquanto mulheres contarão com taxa de 11,5% ao ano.
Em uma simulação apresentada durante o lançamento, um financiamento de R$ 21 mil resultaria em parcelas próximas de R$ 552.
Por fim, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, destacou a importância da categoria para a economia e para o funcionamento das cidades.
“Essas pessoas que trabalham tanto, dia após dia, levando remédio, comida, documentos e melhorando a vida das pessoas, não podem e não devem permanecer invisíveis de modo algum. São absolutamente essenciais, fazem as nossas vidas funcionarem e melhorarem”, sinalizou o ministro.
Com informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços


























