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Anvisa aprova medicamento não-hormonal para aliviar sintomas da menopausa

Novo medicamento aprovado pela Anvisa amplia as opções de tratamento para sintomas da menopausa
Novo medicamento aprovado pela Anvisa amplia as opções de tratamento para sintomas da menopausa / Foto: Magnific

Anvisa autoriza um medicamento não-hormonal que ajuda a reduzir ondas de calor e suores noturnos associados à menopausa

A chegada da menopausa costuma trazer mudanças que fazem parte da vida de muitas mulheres. Entre elas, estão as ondas de calor repentinas e os suores que podem surgir durante o dia ou interromper o sono à noite.

Agora, uma novidade aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) amplia as opções disponíveis para quem busca ajuda para lidar com esse momento.

A saber, a Anvisa autorizou o registro de um medicamento não-hormonal voltado para o tratamento de sintomas vasomotores ligados à menopausa. Esses episódios, conhecidos por muitas mulheres como fogachos, estão entre as queixas mais comuns dessa fase.

A aprovação chama atenção porque o medicamento atua de uma forma diferente das terapias hormonais já conhecidas. Com isso, o tratamento da menopausa passa a contar com uma nova alternativa para casos em que os sintomas afetam a rotina.

Entenda por que as ondas de calor acontecem

Cabe mencionar que os sintomas da menopausa podem aparecer de maneiras diferentes. Entre os mais conhecidos estão as ondas de calor, que costumam surgir sem aviso. Em muitos casos, elas vêm acompanhadas de suor e vermelhidão em regiões como rosto, pescoço, peito e costas.

Essas alterações acontecem por causa de mudanças que ocorrem no organismo durante a menopausa. Antes dessa fase, existe uma relação entre o hormônio estrogênio e uma proteína chamada neurocinina B, que participa do controle da temperatura corporal.

Com a redução dos níveis de estrogênio, esse equilíbrio passa por mudanças. Como consequência, o cérebro pode interpretar sinais de forma diferente, favorecendo o surgimento dos episódios de calor e dos suores noturnos.

Embora muitas mulheres convivam com esses sintomas por um período, os impactos podem variar de pessoa para pessoa.

Algumas percebem mudanças ocasionais, enquanto outras relatam dificuldades para descansar, trabalhar ou realizar tarefas do dia a dia.

Por esse motivo, a busca por opções para o tratamento da menopausa tem crescido nos últimos anos, acompanhando o interesse por abordagens que atendam diferentes necessidades.

Como funciona o medicamento aprovado pela Anvisa

O medicamento autorizado pela Anvisa recebeu o nome de Veoza, cujo princípio ativo é o fezolinetanto. Sua ação acontece diretamente em mecanismos relacionados ao controle da temperatura corporal.

Na prática, ele impede que a neurocinina B se conecte a determinados pontos do cérebro ligados ao aparecimento dos fogachos. Dessa forma, o organismo passa a responder de outra maneira aos sinais que provocam as ondas de calor.

O diferencial é que esse processo ocorre sem o uso de hormônios. Por isso, a aprovação desperta interesse entre profissionais da área e mulheres que acompanham as novidades relacionadas ao tratamento da menopausa.

Segundo os dados analisados durante o processo de registro, houve redução em média de 53% na frequência das ondas de calor após algumas semanas de uso. Também foi observada diminuição na intensidade dos episódios relatados pelas participantes dos estudos.

Os resultados foram comparados com os de mulheres que receberam placebo, permitindo avaliar o desempenho do medicamento dentro dos critérios utilizados durante as pesquisas.

Clique aqui para conferir a Resolução 2.430/2026 publicada no Diário Oficial da União (DOU).

O que a aprovação representa para as mulheres

Dados citados pela Agência Europeia de Medicamentos apontam que os sintomas vasomotores associados à menopausa podem atingir uma parcela significativa das mulheres com mais de 40 anos (entre 11 a 47%). Esse cenário ajuda a explicar o interesse por alternativas voltadas ao controle das ondas de calor e dos suores noturnos.

Com a aprovação do novo medicamento, o tratamento da menopausa ganha mais uma ferramenta para enfrentar uma das manifestações mais conhecidas dessa fase.

Para muitas mulheres, a notícia representa a chegada de uma nova possibilidade de cuidado, sempre com acompanhamento profissional e orientação adequada para cada situação.

Com informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)