Início Nacional Biometria é obrigatória para votar nas Eleições 2026? Entenda as regras

Biometria é obrigatória para votar nas Eleições 2026? Entenda as regras

Veja como funciona a biometria durante a votação
Veja como funciona a biometria durante a votação / Foto: Divulgação TRE-SP

Eleitor sem biometria cadastrada pode votar, desde que esteja com a situação eleitoral regular

A biometria cadastrada não é obrigatória para votar nas Eleições 2026. O eleitor que não possui o registro poderá votar normalmente, desde que esteja com a situação eleitoral regular.

Aliás, atualmente, cerca de 10,99% do eleitorado brasileiro ainda não tem biometria cadastrada.

A biometria é usada para reforçar a identificação nas urnas, mas a ausência desse dado no cadastro eleitoral, por si só, não impede o exercício do voto.

Quando a biometria é obrigatória?

A coleta biométrica é obrigatória para o alistamento eleitoral nos municípios brasileiros, com exceção de quem faz a inscrição eleitoral no exterior. Essa exigência, porém, está relacionada ao cadastro e não significa que quem não possui biometria cadastrada esteja impedido de votar.

Para participar da eleição, o requisito é estar regularmente inscrito no Cadastro Eleitoral.

Segundo Sandra Damiani, assessora-chefe de Gestão Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é a regularidade da inscrição que garante o direito ao voto.

Assim, quem já atende este requisito pode votar mesmo sem ter a biometria registrada.

Como funciona a identificação na urna?

Todas as seções eleitorais do país possuem leitores biométricos integrados às urnas eletrônicas. Para quem tem as digitais cadastradas, a impressão digital é utilizada na identificação antes da liberação do voto.

Se a digital não for reconhecida, a urna permite até quatro tentativas de validação. Caso nenhuma delas funcione, o sistema adota um procedimento alternativo para confirmar a identidade do eleitor.

Quem não possui biometria cadastrada também pode votar. Nessa situação, a urna solicita que a pessoa informe o ano de nascimento para realizar a identificação.

A biometria acrescenta uma camada de segurança ao processo eleitoral e contribui para a identificação dos eleitores, além de ajudar a detectar possíveis duplicidades no cadastro.

E quem vai votar fora do Brasil?

Nas seções eleitorais instaladas no exterior, a biometria não é utilizada durante a votação. As urnas usadas fora do país não solicitam a impressão digital do eleitor.

Ainda assim, a regra principal é a mesma: é necessário estar regularmente inscrito e apto no Cadastro Eleitoral para votar.

A biometria eleitoral reúne impressões digitais, fotografia e assinatura coletadas pela Justiça Eleitoral. Esses dados ficam armazenados no Cadastro Eleitoral e podem ser utilizados tanto no atendimento eleitoral quanto na identificação durante a votação.

Os dados biométricos também integram a base da Identificação Civil Nacional (ICN), programa voltado à unificação e ao fortalecimento da identificação dos cidadãos nas relações com o Estado.

Para as Eleições 2026, portanto, a ausência de biometria não impede o voto de quem está com a situação eleitoral regular.

Com informações do Tribunal Superior Eleitoral