Início Nacional Acidentes de trabalho crescem no Brasil e atingem maior número da história...

Acidentes de trabalho crescem no Brasil e atingem maior número da história em 2025

Acidentes de trabalho atingem maior nível da série histórica
Acidentes de trabalho atingem maior nível da série histórica / Foto: Freepik

Levantamento aponta recorde de acidentes de trabalho em 2025 e destaca como os casos se distribuem entre profissões e regiões do país

Um estudo recente do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apresentou números que chamam atenção. A saber, os dados mostram que os registros de acidentes de trabalho no Brasil cresceram e chegaram ao maior nível em 2025. Isso acende um alerta importante sobre como anda a segurança no dia a dia de quem trabalha.

Vale mencionar que entre 2016 e 2025, foram mais de 6 milhões de casos de acidentes de trabalho registrados no país. Nesse mesmo período, mais de 27 mil pessoas perderam a vida.

Crescimento após a pandemia chama atenção

Um dos pontos que mais aparecem no estudo é o aumento dos casos depois da pandemia. Em 2020, o número de acidentes de trabalho caiu, muito por causa da redução das atividades. No entanto, com a volta da rotina, os registros voltaram a subir.

Entre 2020 e 2025, o crescimento foi de mais de 65% nos casos de acidentes de trabalho. Já as mortes cresceram mais de 60%. Só em 2025, foram mais de 800 mil acidentes e mais de 3.600 mortes. É o maior número já registrado.

Contudo, mesmo com esse aumento, a taxa proporcional de acidente de trabalho caiu ao longo dos anos. Isso aconteceu porque mais pessoas passaram a ter emprego formal. Ainda assim, o volume total de casos mostra que o risco continua presente no dia a dia de muitos trabalhadores.

Setores e profissões mais afetados

O estudo também mostra que alguns setores concentram mais casos de acidentes de trabalho. Assim, a área da saúde aparece com o maior número de registros (quase 633 mil no período). Hospitais e unidades de atendimento lidam com situações que exigem atenção constante, o que pode aumentar o risco.

Já quando o assunto é morte, o transporte de cargas se destaca. Motoristas de caminhão estão entre os que mais perderam a vida em acidente de trabalho ao longo dos anos analisados (2.601 óbitos).

Ainda mais, outras áreas também aparecem com risco elevado. Construção, transporte e atividades ligadas ao campo mostram números que merecem atenção. Cada setor tem os seus desafios, e isso aparece nos dados.

Entre as profissões, técnicos de enfermagem lideram em quantidade de acidentes. Já os motoristas concentram o maior número de mortes.

Diferenças entre regiões e mudanças no perfil

Veja, os dados também mostram diferenças entre os estados. São Paulo lidera em número total de acidentes de trabalho e óbitos (mais de um terço dos registros). Além disso, estados como Mato Grosso, Tocantins e Maranhão apresentam casos com altíssima gravidade.

Para complementar, cabe também mencionar a mudança no perfil dos acidentes. Em resumo, a maioria ainda acontece durante o trabalho em si (cerca de 64% dos casos), mas os acidentes de trajeto estão ganhando espaço (cerca de 34%).

Aliás, as doenças ocupacionais também tiveram aumento em um período específico, ligado à pandemia.

E mais, houve aumento na participação das mulheres nos registros. Com mais presença feminina em áreas como saúde e serviços, o número de acidentes de trabalho envolvendo mulheres cresceu ao longo dos anos.

Impacto na vida de quem trabalha

Em dez anos, foram mais de 100 milhões de dias afastados por causa de acidente de trabalho. Isso afeta não só a produção, mas a vida de quem precisa se recuperar.

O estudo em questão mostra que o Brasil avançou na forma de registrar e entender o acidente de trabalho. Isso ajuda na criação de políticas e ações de prevenção. Mas também deixa claro que ainda há muito a ser feito.

Por fim, vale mencionar que os dados de acidentes de trabalho no Brasil entre 2016 e 2025 foram consolidados com base nas Comunicações de Acidentes de Trabalho (CAT) registradas no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e no eSocial.

Com informações do Ministério do Trabalho e Emprego