Início Cidades Aparecida de Goiânia chega a 353 armadilhas para monitorar o mosquito da...

Aparecida de Goiânia chega a 353 armadilhas para monitorar o mosquito da dengue

Aparecida amplia pontos de monitoramento do Aedes aegypti
Aparecida amplia pontos de monitoramento do Aedes aegypti / Foto: Polliana Martins - Prefeitura de Aparecida de Goiânia

Novas ovitrampas ampliam o monitoramento do Aedes aegypti em diferentes regiões de Aparecida de Goiânia

A Prefeitura de Aparecida de Goiânia está ampliando o monitoramento do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

A saber, a rede de vigilância passou a contar com novas ovitrampas, instaladas em oito bairros do município, e deve chegar a 353 armadilhas em funcionamento até o início de setembro.

A expansão acrescenta 151 unidades às 105 que já estavam distribuídas pela cidade. Outras 97 serão instaladas nos próximos dias.

A estratégia é coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Vigilância em Saúde Ambiental, e busca produzir informações mais precisas sobre a presença e a reprodução do mosquito em diferentes regiões.

Oito bairros recebem novas armadilhas

Cabe mencionar que a nova etapa do monitoramento contempla os setores Rosa dos Ventos, Jardim Miramar, Jardim Monte Serrat, Garavelo, Veiga Jardim, Vila Maria, Jardim Alto Paraíso e Independência Mansões.

Com a conclusão das próximas instalações, Aparecida terá 353 pontos de acompanhamento espalhados pelo município.

A distribuição das armadilhas permite às equipes observar como o mosquito se comporta em diferentes áreas e identificar locais onde sua atividade reprodutiva é maior.

Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde, Hérica Leguizamon, os dados obtidos ajudam a direcionar o trabalho das equipes. A proposta é utilizar as informações para definir onde as ações de prevenção e controle precisam ser reforçadas.

O monitoramento, portanto, funciona como uma ferramenta para tornar a atuação da saúde pública mais direcionada às características de cada região.

Como funcionam as ovitrampas

As ovitrampas são recipientes preparados para atrair as fêmeas do Aedes aegypti. Depois que os ovos são depositados, o material coletado é analisado pelas equipes de vigilância.

A partir dessas informações, é possível acompanhar a atividade reprodutiva do mosquito ao longo do tempo.

Em Aparecida, as armadilhas já permitiram a coleta de mais de 290 mil ovos de Aedes aegypti desde setembro de 2025.

Esse levantamento complementa outras medidas adotadas no combate às arboviroses, como inspeções, visitas domiciliares, identificação de possíveis criadouros e orientação aos moradores.

Para Edson Fernandes da Silva, coordenador da Vigilância em Saúde Ambiental, a tecnologia amplia a capacidade de identificar os locais onde o mosquito está se reproduzindo.

Ele também reforça que a participação dos moradores continua sendo necessária para reduzir os criadouros.

Combate à dengue também depende dos moradores

A ampliação das ovitrampas faz parte das ações permanentes de prevenção às arboviroses realizadas pelo município. Embora o monitoramento forneça dados para orientar o trabalho das equipes, a eliminação de água parada permanece entre as principais medidas de prevenção.

A Prefeitura orienta os moradores a manter quintais, terrenos e áreas externas sem recipientes que possam acumular água. A limpeza regular de calhas e caixas-d’água também deve fazer parte dos cuidados, assim como a eliminação de qualquer ponto de água parada.

Outro pedido é que a população permita a entrada dos agentes de combate às endemias durante as visitas de vigilância.

Com informações da Prefeitura de Aparecida de Goiânia