Dados do DIEESE mostram alta da cesta básica em todas as capitais e impacto no custo de vida
Um levantamento recente do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) mostra que o valor da cesta básica aumentou nas 27 capitais do país.
É importante sinalizar que o estudo acompanha o preço dos itens mais comuns na mesa dos brasileiros.
Alta da cesta básica aparece em todo o país
A saber, entre fevereiro e março, o custo da cesta básica subiu em todas as capitais analisadas. Algumas cidades tiveram aumento mais visível, como Manaus (7,42%), Salvador (7,15%) e Recife (6,97%). Outras também registraram crescimento, ainda que em ritmo diferente.
São Paulo aparece com o maior valor da cesta básica (R$ 883,94), seguida por Rio de Janeiro (R$ 867,97) e Cuiabá (R$ 838,40).
Já em cidades do Norte e Nordeste, o custo médio da cesta básica é menor, com uma composição diferente, mas também apresentou alta. Veja, Aracaju apresentou o valor de R$ 598,45, Porto Velho com R$ 623,42, São Luís com o custo de R$ 634,26 e Rio Branco, R$ 641,15.
Aliás, quando se olha o ano de 2026 até aqui, o cenário continua parecido. Todas as capitais tiveram aumento no valor da cesta básica, com variações entre elas (de 0,77% a 10,93%). Isso mostra que o movimento não está ligado a uma região só.
Ao comparar com o ano anterior, a cesta básica subiu na maioria das cidades. Algumas tiveram queda, mas o aumento ainda predomina no conjunto geral.

Itens da cesta básica em Goiânia
Para detalhar ainda mais o aumento da cesta básica, vale olhar para os produtos. Em algumas capitais, alimentos como tomate, feijão e batata tiveram aumento no preço.
Em Goiânia, por exemplo, vários itens da cesta básica subiram entre um mês e outro. Em março de 2026, a alta foi de 3,98% em relação a fevereiro deste ano.
O tomate liderou esse movimento (25,57%), seguido pelo feijão (15,69%) e pela batata (9,18%). Outros produtos também tiveram ajuste, como leite (4,84%) e pão (0,43%).
Por outro lado, alguns itens registraram queda, como açúcar (-4,91%) e café (-1,06%). Mesmo assim, o aumento de outros produtos acabou influenciando o valor final da cesta básica.
Tempo de trabalho para comprar a cesta básica cresce
Outro ponto que chama atenção é o tempo necessário para comprar a cesta básica. Em março, o trabalhador precisou de mais horas para adquirir os mesmos produtos.
Na média das capitais, o tempo de trabalho ficou próximo de 98 horas. No mês anterior, esse número era menor. Isso mostra que a cesta básica passou a exigir mais esforço dentro da rotina de quem recebe salário.
Quando se compara com o salário mínimo, o impacto também aparece. Quase metade da renda líquida (48,12%) foi usada para comprar os itens da cesta básica.
Em algumas cidades, esse percentual é ainda maior. Isso depende do custo local e do valor dos produtos em cada região.
Quer conferir o levantamento na íntegra? Clique aqui.
Com informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)

























