Início Política Daniel Vilela critica governo Lula e diz que divergências políticas prejudicaram Goiás

Daniel Vilela critica governo Lula e diz que divergências políticas prejudicaram Goiás

Daniel Vilela sustenta que Goiás deixou de receber investimentos esperados em projetos considerados estratégicos
Daniel Vilela sustenta que Goiás deixou de receber investimentos esperados em projetos considerados estratégicos - (Foto: Reprodução)

Candidato à reeleição afirma que governo federal não separou questões políticas da relação administrativa com o Estado e cita PAC e repasses para a saúde

O governador e candidato à reeleição Daniel Vilela (MDB) tem ampliado as críticas ao tratamento dado a Goiás pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para Daniel, as divergências políticas de sua gestão e do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) com o Palácio do Planalto acabaram interferindo na relação administrativa entre Estado e União. “O Palácio do Planalto não soube diferenciar as diferenças políticas das questões administrativas, que é o que se espera de um governo republicano”, afirma.

Daniel sustenta que Goiás deixou de receber investimentos esperados em projetos considerados estratégicos e também enfrentou dificuldades relacionadas aos repasses federais para a saúde. “O governo Lula falhou com Goiás”, resume o governador. Segundo ele, a posição política adotada por Caiado e mantida por sua gestão não deveria ter interferido no atendimento às demandas do Estado.

Uma das principais cobranças envolve o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em janeiro de 2023, Caiado apresentou ao governo federal três iniciativas consideradas prioritárias para Goiás: o Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora), o Projeto de Fruticultura Irrigada do Vão do Paranã e o BRT entre Santa Maria (DF) e Luziânia. “São iniciativas que, se dependessem do governo Lula, não teriam saído do papel”, criticou Daniel.

No caso do Cora, o Governo de Goiás assumiu a construção e investiu R$ 255,9 milhões na unidade, inaugurada em setembro de 2025. O hospital, voltado ao atendimento oncológico infantojuvenil, já realizou mais de 34,7 mil atendimentos. “Celebramos, no último dia 25, um ano de inauguração, de cuidado e de transformação na assistência oncológica de Goiás. Já são mais de 34,7 mil atendimentos realizados. O Cora também trouxe eficiência ao SUS: após o diagnóstico, leva menos de 72 horas para o início do tratamento”, enfatizou Daniel.

Situação semelhante, segundo o governador, ocorreu com o Projeto de Fruticultura Irrigada do Vão do Paranã. A previsão era de R$ 300 milhões em recursos federais para implantação do sistema, beneficiando assentamentos e permitindo a instalação de agroindústrias. O Estado passou a conduzir a iniciativa em parceria com instituições de ensino e pesquisa. Atualmente, o projeto beneficia 82 produtores e abrange 164 hectares irrigados. “Goiás não ficou esperando”, afirmou.

Daniel também cita o BRT entre Santa Maria e Luziânia, projetado para beneficiar cerca de 224 mil pessoas no Entorno do Distrito Federal. Mais de três anos depois de a obra ser apresentada como prioridade, o empreendimento ainda não chegou à fase de execução. Neste ano, Goiás e Distrito Federal firmaram termo de cooperação para elaborar, consolidar e validar os estudos e projetos necessários à viabilização do sistema.

As críticas alcançam ainda a saúde. Em outubro de 2025, a gestão Caiado e Daniel acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a insuficiência e os critérios de distribuição dos repasses federais destinados à média e alta complexidade do SUS. A ação apontou prejuízo superior a R$ 1,2 bilhão em três anos. “Na saúde, como nas obras, Goiás está fazendo a sua parte. O que cobramos é que a União também faça a dela”, afirmou Daniel.

As cobranças ao governo federal já vinham sendo feitas por Caiado. Em 2025, o então governador afirmou que nenhum dos projetos prioritários apresentados ao Novo PAC havia recebido recursos da União e acusou o governo Lula de colocar “a pauta política acima dos interesses legítimos da população”. Agora, na campanha pela reeleição, Daniel retoma as críticas e defende que diferenças partidárias não podem se sobrepor aos interesses de Goiás.