Programa Agora Tem Especialistas prevê mais de 600 mil procedimentos gratuitos para pacientes da rede pública em 21 estados
Mais de 600 mil procedimentos gratuitos para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) serão realizados por hospitais privados e filantrópicos de 21 estados.
A iniciativa faz parte do programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, que já formalizou R$ 1 bilhão em créditos financeiros com 259 instituições de todas as regiões do país.
A estratégia permite ampliar a capacidade de atendimento da rede pública utilizando a estrutura de hospitais particulares e filantrópicos. Em troca dos serviços prestados aos pacientes do SUS, as instituições recebem créditos que podem ser utilizados para abater tributos federais.
A expectativa é ampliar a oferta de consultas, exames e cirurgias especializadas e contribuir para diminuir o tempo de espera por atendimento.
Mais de 458 mil procedimentos serão oferecidos em pacotes de atendimento
Do total previsto, 458 mil procedimentos serão realizados por meio das Ofertas de Cuidados Integrados (OCI). A modalidade reúne, em um mesmo atendimento, consultas, exames e diagnósticos relacionados a uma determinada especialidade.
A proposta muda a lógica de encaminhar o paciente para diferentes unidades para completar uma investigação médica. Com os procedimentos concentrados em um único pacote, a pessoa pode realizar as etapas necessárias de forma integrada.
Outros 142 mil atendimentos correspondem a cirurgias de diferentes níveis de complexidade. Entre as especialidades contempladas estão oftalmologia, cardiologia, ortopedia, oncologia, ginecologia e otorrinolaringologia.
A oftalmologia concentra a maior previsão, com 170 mil procedimentos por ano. Na sequência aparecem cardiologia, com 133 mil; ortopedia, com 113 mil; e oncologia, com 72 mil.
Aliás, a iniciativa já começou a gerar atendimentos. A saber, até o momento, 23 estabelecimentos tiveram a produção validada, totalizando 6,2 mil procedimentos realizados.
Essa produção representa R$ 26 milhões em serviços já prestados a usuários do SUS.
Programa também amplia atendimento para pacientes que fazem hemodiálise
O programa Agora Tem Especialistas passou a incluir a Terapia Renal Substitutiva (TRS), modalidade destinada a pacientes que precisam de tratamentos como a hemodiálise.
Atualmente, 136 instituições estão vinculadas à estratégia nessa área. Dos contratos firmados, R$ 350 milhões são destinados à TRS, garantindo atendimento contínuo para aproximadamente 40 mil pacientes por mês.
A inclusão desse serviço amplia a atuação da rede privada e filantrópica dentro da estratégia. Em vez de atender apenas demandas por procedimentos eletivos, como exames e cirurgias previamente programadas, as instituições também passam a participar da assistência contínua necessária para pessoas que dependem da terapia renal.
O mecanismo de financiamento segue o modelo de créditos financeiros. Os hospitais que aderem ao programa recebem um incremento pelos atendimentos realizados e podem utilizar os créditos para reduzir tributos federais.
Niterói apresenta modelo de atendimento especializado
Durante uma agenda no Rio de Janeiro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou o Hospital Niterói D’Or, da Rede D’Or São Luiz. A instituição aderiu ao programa para oferecer cirurgias cardíacas de alta complexidade a pacientes do SUS.
Na avaliação do ministro, a integração entre a rede pública e hospitais privados pode ajudar a ampliar a realização de cirurgias, exames e consultas especializadas e reduzir o tempo de espera.
Padilha também conheceu o Super Centro de Saúde, Imagens e Especialidades de Niterói. A unidade tem capacidade para atender 7 mil pessoas por mês e foi estruturada para diminuir o intervalo entre consulta, diagnóstico e início do tratamento.
Entre os serviços disponíveis estão tomografia, ressonância magnética, ultrassonografia, colonoscopia e ecocardiograma.
O local conta ainda com um mamógrafo digital de alta qualidade, utilizado para identificar alterações suspeitas nas mamas e contribuir para a investigação e o diagnóstico precoce do câncer de mama.
O Ministério da Saúde considera a estrutura de Niterói uma referência para o modelo de atendimento especializado que pretende ampliar em outras regiões.
Com os contratos já formalizados, a parceria entre o SUS e hospitais privados e filantrópicos passa a integrar uma estratégia de expansão da assistência especializada.
A iniciativa reúne procedimentos de diferentes áreas e também incorpora tratamentos contínuos, como a hemodiálise, ampliando as possibilidades de atendimento para quem depende da rede pública.
Com informações do Ministério da Saúde



























