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Mabel anuncia fundo imobiliário para transformar imóveis públicos em receita para Goiânia

Mabel anuncia fundo imobiliário para transformar imóveis públicos em receita para Goiânia
Prefeito Sandro Mabel durante anúncio do projeto de criação de Fundo de Investimento Imobiliário para ampliar receitas - (Foto: Alex Malheiros)

Projeto enviado à Câmara permite transformar terrenos e prédios sem destinação específica em cotas. Prefeitura manterá o controle majoritário

O prefeito Sandro Mabel (União Brasil) encaminhou à Câmara Municipal um projeto de lei que autoriza a criação de Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) para administrar imóveis públicos de Goiânia. A proposta busca reduzir a ociosidade dos bens, valorizar o patrimônio municipal e gerar novas receitas.

Pelo modelo, imóveis dominicais — terrenos, lotes ou prédios sem destinação pública específica — poderão ser transferidos aos fundos. Em contrapartida, o município receberá cotas correspondentes ao valor dos ativos e deverá manter o controle majoritário de cada fundo.

Antes da transferência, cada imóvel deverá passar por avaliação técnica, jurídica, ambiental, urbanística e econômico-financeira, além da comprovação de interesse público e vantajosidade para o município.

Segundo Mabel, uma empresa especializada será contratada por licitação para administrar os fundos e buscar alternativas de exploração econômica dos imóveis, como construção, locação e desenvolvimento de empreendimentos.

A proposta também poderá ser utilizada para ampliar as receitas do GoiâniaPrev. O passivo atuarial da Previdência municipal é estimado em R$ 12 bilhões. De acordo com o prefeito, a administração destina atualmente cerca de R$ 500 milhões por ano para cobrir a insuficiência financeira do sistema.

“Ao invés de ter um terreno, vai ter um prédio junto com quem construiu e o imóvel passa a valer duas, três vezes mais do que valia antes da construção. Vai gerar renda, vai gerar aluguel e os valores serão utilizados para pagar a Previdência Municipal e com o tempo, um fundo para a habitação”, explicou o prefeito.

A lista dos imóveis que poderão integrar os fundos ainda não foi divulgada. Pelo projeto, cada ativo deverá ser identificado individualmente em decreto, com informações sobre matrícula, localização, área, avaliação e justificativa para a operação.

A implantação será gradual e dependerá da aprovação dos vereadores, da viabilidade de cada imóvel e da capacidade de absorção do mercado. Os fundos também deverão obedecer às normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).