
Distribuição começou pelo Centro de Especialidades e será ampliada para as 42 UBSs conforme a demanda
A Prefeitura de Aparecida de Goiânia começou a distribuir insulina glargina para pacientes com diabetes que fazem parte do público definido pelo Ministério da Saúde para a substituição gradual da insulina NPH.
A entrega teve início pelo Centro de Especialidades Municipal (CEM) e será ampliada para as 42 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), de acordo com a demanda identificada em cada região.
A medida faz parte da estratégia do município para organizar a assistência e garantir que o medicamento esteja disponível para quem precisa, sem comprometer a continuidade do tratamento.
Em Aparecida, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) estima que existam entre 30 mil e 35 mil adultos com diabetes.
Quem poderá receber a insulina glargina em Aparecida
O primeiro levantamento realizado no Centro de Especialidades identificou entre 250 e 300 pacientes que atendem aos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
A saber, estão incluídas pessoas de 2 a 17 anos com diabetes tipo 1 e pacientes com 70 anos ou mais, tanto com diabetes tipo 1 quanto tipo 2.
Vale mencionar que o mapeamento ainda está sendo realizado nas demais unidades de saúde do município.
A identificação dos usuários conta com o apoio de endocrinologistas, que orientam o encaminhamento dos pacientes para as UBSs responsáveis pelo acompanhamento de cada território.
A distribuição começou na última semana e será feita de maneira progressiva. O município recebeu inicialmente 1.200 unidades do medicamento, o que exige planejamento para que os estoques sejam compatíveis com a quantidade de pacientes atendidos em cada unidade.
Distribuição será definida conforme a demanda de cada UBS
Em vez de dividir o estoque igualmente entre as 42 UBSs, a Secretaria Municipal de Saúde optou por considerar a necessidade real de cada região.
A estratégia busca evitar que uma unidade receba medicamentos em quantidade superior à demanda enquanto outra enfrente falta do produto.
O coordenador do almoxarifado de medicamentos e insumos e apoiador da coordenação de assistência farmacêutica, Fabrício Alves, explica que o levantamento permite adequar o estoque ao número de pacientes acompanhados em cada local. A intenção é dar maior segurança à dispensação e reduzir o risco de interrupções no tratamento.
Para o superintendente de Atenção à Saúde, Gustavo Assunção, a mudança também aproxima o atendimento da população. Segundo ele, a descentralização precisa ocorrer de forma planejada para preservar o acompanhamento dos pacientes e garantir a continuidade da assistência.
O secretário municipal de Saúde, Alessandro Magalhães, afirma que a organização do fluxo considera não apenas a entrega do medicamento, mas também a segurança e o conforto dos usuários.
A insulina glargina pode ser administrada, na maioria dos casos, uma vez ao dia e está associada a menor risco de hipoglicemia durante a noite e maior estabilidade no controle da glicemia.
Mudança acompanha nova estratégia do SUS
A distribuição em Aparecida acompanha a estratégia adotada pelo Ministério da Saúde, que iniciou em julho a transição gradual da insulina NPH para a glargina no Sistema Único de Saúde (SUS).
A glargina é uma insulina de ação prolongada. Por permitir, na maioria das situações, apenas uma aplicação diária, o medicamento pode facilitar a rotina de quem faz tratamento contínuo para diabetes.
Além disso, a mudança também considera benefícios relacionados à estabilidade da glicemia, à redução do risco de hipoglicemia e à adesão ao tratamento.
Com informações da Prefeitura de Aparecida de Goiânia

























