Líder em todas as pesquisas de intenção de voto, o governador tem sido alvo dos adversários. Sequência de decisões suspende impulsionamentos e determina retirada de conteúdos contra o emedebista
A Justiça Eleitoral acumula sete decisões contrárias a conteúdos e estratégias digitais utilizadas contra o governador e candidato à reeleição Daniel Vilela (MDB), envolvendo as campanhas de Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL), além de perfis que divulgaram ataques ao emedebista nas redes sociais. As medidas incluem suspensão de anúncios patrocinados, retirada de publicações, proibição de novos impulsionamentos e aplicação de multas por irregularidades na propaganda eleitoral.
Entre as decisões mais recentes está uma nova condenação de Wilder. A Justiça considerou irregular o impulsionamento pago de propaganda eleitoral negativa e aplicou multa de R$ 10 mil. Também tornou definitiva a proibição de contratar, renovar ou reativar a distribuição paga da peça analisada. No processo, o magistrado registrou que o mesmo conteúdo foi multiplicado em 21 veiculações e que os anúncios apresentados já superavam 630 mil impressões em menos de 24 horas.
Marconi também foi novamente alcançado pela Justiça Eleitoral nesta sexta-feira (4/9). Em decisão liminar, o TRE-GO determinou que o tucano não reative nem contrate novos impulsionamentos de três anúncios questionados pela coligação de Daniel. A Meta também foi obrigada a manter interrompida a distribuição paga. A decisão preserva a possibilidade de circulação orgânica das críticas, mas impede que os conteúdos apontados no processo tenham o alcance ampliado por meio de pagamento.
A sequência de decisões alcança ainda conteúdos divulgados por outros perfis. Em dois dos casos analisados, a Justiça determinou a retirada de vídeos contra Daniel. Em uma das decisões, o magistrado apontou ausência de elementos objetivos para sustentar imputações feitas ao governador; em outra, identificou grave descontextualização de investigações antigas e uso de conteúdo produzido por inteligência artificial sem a identificação exigida pela legislação eleitoral.
As novas medidas se somam a decisões anteriores contra estratégias adotadas durante a campanha eleitoral. O entendimento manifestado nos processos é de que críticas políticas, inclusive contundentes, são protegidas pela liberdade de expressão, mas essa proteção não autoriza práticas que violem a legislação, como impulsionamento pago de propaganda negativa ou divulgação de imputações sem suporte objetivo. Em um dos casos, a própria Justiça destacou que a disseminação de informações comprovadamente falsas pode comprometer a liberdade de escolha do eleitor e a integridade do processo eleitoral.
A ofensiva nas redes ocorre em um momento em que Daniel mantém larga vantagem sobre os principais adversários na disputa pelo Governo de Goiás. Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quinta-feira (3/9) mostra o governador com 43,5% das intenções de voto, contra 20,1% de Wilder e 16,1% de Marconi. A vantagem sobre o segundo colocado é de 23,4 pontos percentuais. O levantamento também aponta Daniel à frente em todas as simulações de segundo turno.



























