
Medida integra serviços, agiliza encaminhamentos e amplia a proteção às vítimas com atendimento contínuo, humanizado e articulado
O prefeito Sandro Mabel (UB) assinou, nesta quarta-feira (6/5), no Paço Municipal, documento que cria a Rede de Proteção à Mulher em Goiânia. Também foi institucionalizada a Rede de Atenção a Pessoas em Situação de Violência, que garante atendimento contínuo, humanizado e articulado, com redução da revitimização e melhor uso da rede pública.
Com a institucionalização da Rede de Atenção a Pessoas em Situação de Violência, a gestão busca garantir maior integração, agilidade e atendimento humanizado e continuado às vítimas de todas as idades e perfis, incluindo mulheres, crianças e adolescentes, pessoas idosas, pessoas com deficiência, população LGBTQIAPN+, povos originários, migrantes e pessoas em situação de rua.
“Goiânia será referência para o Brasil. Estamos integrando todos os serviços municipais e também os atendimentos do Estado e da União, criando uma rede de proteção às vítimas, com atendimento imediato, humanizado e articulado. O nosso objetivo é garantir acolhimento completo, passando pela denúncia, proteção, abrigo, alimentação, acompanhamento psicológico e prevenção, especialmente diante do aumento da violência contra mulheres”, detalhou Mabel.
A consultora do Ministério da Saúde e especialista em políticas de saúde da SMS, Cheila Marina de Lima, apontou que, após 26 anos, a prefeitura institucionaliza a rede de atenção das pessoas em situação de violência, especialmente as mulheres em todos os ciclos de vida. “Não é qualquer gestor que faz isso”, afirmou.
Para a promotora de Justiça Carla Brant, coordenadora do Grupo de Atuação Especial na Proteção da Mulher (Gaemulher), trata-se de um momento histórico. “O Ministério Público parabeniza o engajamento de todos nessa luta. Goiânia será referência”, assinalou.
Segundo o titular da SMS, Luiz Pellizzer, todas as unidades de urgência da capital terão um Consultório Lilás, espaço para acolhimento de mulheres em situação de violência.
A Rede de Proteção às Mulheres em Goiânia envolve o Observatório da Mulher (UFG), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), Polícia Penal do Estado de Goiás (PPGGO), Instituto Médico Legal (IML/Sala Lilás), Ordem dos Advogados do Estado de Goiás (OAB-GO), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAEM), Núcleo Especializado de Defesa e Promoção dos Direitos da Mulher (Nudem), Patrulha Mulher Mais Segura (GCM), Batalhão Maria da Penha (PMGO), Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (Semasdh), Corpo de Bombeiros do Estado de Goiás (CBMGO), Centro de Referência e Assistência Social (Cras), Polícia Científica do Estado de Goiás (PCIGO), Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social (SEDS), Câmara Municipal de Goiânia, Conselho Estadual da Mulher (Conem) e Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Goiânia (CMDM).

























