
Desde 2019, Estado nomeou 4.752 policiais, investiu R$ 30,7 bilhões na área e criou 2,4 mil vagas no sistema prisional; sequência de investimentos ajudou a reduzir homicídios em 62%, roubos de veículos em 95% e de cargas em 98%
Da contratação de novos policiais à modernização de viaturas e armamentos, passando pela valorização das carreiras, inteligência e retomada do controle do sistema prisional. A política de segurança pública adotada pelo Governo de Goiás desde 2019 reúne uma sequência de investimentos que alcança R$ 30,7 bilhões em sete anos e, segundo o governador e candidato à reeleição Daniel Vilela (MDB), explica a redução histórica da criminalidade registrada no Estado. Nesse período, 4.752 policiais foram nomeados por concursos públicos: 1.650 militares, 1.002 civis e 2.100 penais. A estrutura das corporações também foi reforçada com 15 mil armas, 3.061 viaturas zero-quilômetro e quatro helicópteros.
A valorização dos profissionais completa esse conjunto de medidas. Em maio deste ano, Daniel anunciou um pacote que terá impacto superior a R$ 1,2 bilhão até 2027, sendo R$ 441 milhões em 2026 e R$ 771 milhões no próximo ano. Entre as medidas estão auxílio-alimentação de R$ 1 mil para cerca de 24 mil servidores das forças policiais e de salvamento, reestruturações salariais e de carreiras e linha de crédito habitacional específica para a categoria. “Segurança se faz com tropa valorizada e forças integradas”, afirmou Daniel na ocasião. Em abril, o governo também entregou mais R$ 44,8 milhões em viaturas e equipamentos às corporações.
Outro eixo foi a reestruturação do sistema penitenciário, considerado estratégico para impedir que o crime continue sendo comandado de dentro das unidades. Desde 2019, foram criadas 2,4 mil novas vagas, com R$ 194 milhões aplicados nessa expansão, segundo balanço do Governo de Goiás. Entre as principais entregas estão 1.600 vagas abertas em 2024 na Casa de Prisão Provisória e na Penitenciária Odenir Guimarães, em Aparecida de Goiânia, e outras 400 na nova Unidade de Polícia Penal de Formosa. O planejamento prevê ainda a expansão da estrutura em diferentes regiões do Estado. Somados a reformas, equipamentos, armamentos e outras melhorias, os investimentos no sistema prisional ultrapassaram R$ 350 milhões.
Para Daniel, foi a combinação entre mais policiais nas ruas, valorização das forças, equipamentos modernos, inteligência, tecnologia e controle dos presídios que permitiu mudar o cenário da segurança pública goiana. O programa IA Contra o Crime, por exemplo, passou a integrar videomonitoramento, reconhecimento facial, leitura de placas e análise de dados em tempo real. “Não vamos voltar àquela época com mais de 100 carros roubados em um único dia. Goiás não tem um palmo controlado por facções”, afirmou o governador ao defender a continuidade da política de tolerância ao crime.
Resultados
Os resultados aparecem nos indicadores. Entre 2018 e 2025, os homicídios dolosos caíram 62%, os latrocínios 82%, os roubos de veículos 95%, os roubos a transeuntes 92%, os roubos no comércio 91% e os roubos de carga 98%. Os roubos a instituições financeiras foram reduzidos em 100%. Em 2018, Goiás contabilizava 2.117 homicídios, 10.105 roubos de veículos, 45.845 roubos a transeuntes, 435 roubos de carga e 30 ataques a instituições financeiras.
Já em 2025, o Estado atingiu o menor número de homicídios desde 2016, com 213 municípios sem registro desse tipo de crime. Para Daniel, o desafio de um novo mandato é manter essa sequência de investimentos para preservar as conquistas e avançar ainda mais na redução da violência.






























