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Senado reconhece a Romaria do Divino Pai Eterno como manifestação da cultura nacional

Vanderlan Cardoso destacou a organização do evento, que em 2026 recebeu mais de 4,3 milhões de peregrinos em 10 dias – (Foto Lindomar Gomes/Divulgação)

Projeto de autoria do senador Vanderlan Cardoso aprovado na Casa registra na lei brasileira o respeito a uma tradição religiosa com 186 anos de existência

A Comissão de Educação e Cultura (CE) do Senado aprovou nesta terça-feira (3/11) o Projeto de Lei 2.423/2026, do senador Vanderlan Cardoso (PSD), que reconhece a Romaria do Divino Pai Eterno, realizada em Trindade (GO), como manifestação da cultura nacional.

A decisão foi terminativa, ou seja, dispensa votação no Plenário, e o texto segue agora para a Câmara dos Deputados, salvo se houver recurso. O relator foi o senador Flávio Arns (PSB-PR), com parecer favorável.

Vanderlan lembrou a origem da devoção, em 1840, na antiga região do Barro Preto, hoje Trindade, quando o casal de agricultores Constantino Xavier e Ana Rosa encontrou na terra um medalhão de barro com a imagem da Santíssima Trindade coroando Nossa Senhora. A festa do Divino completou 186 anos em 2026.

Organização do evento

O senador destacou que evento recebeu mais de 4,3 milhões de peregrinos nos 10 dias da festa em 2026. Ele fez registro de reconhecimento ao reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, padre Marco Aurélio, à equipe de missionários redentoristas, aos voluntários, à Prefeitura de Trindade e ao Governo de Goiás.

Segundo ele, a ideia do projeto surgiu em conversa com o padre Marco Aurélio, em maio, durante visita a Trindade para a entrega de recursos à saúde e à assistência social.

Vanderlan argumentou ainda que Goiás já reconheceu o Grande Sino Vox Patris, o Santuário Basílica e a própria Romaria como patrimônio estadual, e que a Romaria dos Carros de Boi é Patrimônio Cultural do Brasil pelo Iphan desde 2016.

“Agora é a hora de o Congresso Nacional dizer ao Brasil o que Goiás já sabe: a Romaria do Divino Pai Eterno não é uma festa regional. É patrimônio do povo brasileiro”, disse.

Respeito a uma tradição

O projeto não cria despesa nem obrigação administrativa. “Ele faz algo diferente e necessário: registra na lei brasileira o respeito a uma tradição centenária, preservada não por decreto, mas pela fé do romeiro e pela constância do povo”, afirmou Vanderlan.