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Vereador e ex-integrante da Câmara são alvos de operação por suposto desvio de recursos públicos

Vereador e ex-integrante da Câmara são alvos de operação por suposto desvio de recursos públicos
Vereador Zander Fábio é alvo de mandado de prisão e o ex-vereador Leandro Senna é alvo de mandado de busca e apreensão - (Foto: Reprodução)

Investigações apuram a atuação de associação criminosa integrada por particulares e agentes públicos durante a gestão de Rogério Cruz

A Polícia Civil de Goiás, por intermédio da Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (DECCOR), deflagrou nesta terça-feira (26/5), a Operação Cultura Em(Cena), em desfavor de associação criminosa integrada por particulares e agentes públicos. Foram cumpridos três mandados de prisão temporária e 13 mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Goiânia e Aparecida de Goiânia, além de medidas judiciais de afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados e de proibição de contratação com o poder público.

As investigações apuram a atuação de associação criminosa integrada por particulares e agentes públicos que, sobretudo ao longo de 2024, durante a gestão municipal do ex-prefeito Rogério Cruz, constituiu pessoas jurídicas de fachada e contas bancárias com o objetivo de apropriar-se e desviar recursos públicos oriundos de contratações diretas, sem procedimento licitatório, celebradas junto à então Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia.

Entre os alvos da operação estão o ex-secretário da gestão de Rogério Cruz e vereador em exercício, Zander Fábio (Podemos), que foi preso, e o ex-vereador Leandro Senna (Republicanos), que foi alvo de mandado de busca e apreensão. O ex-prefeito Rogério Cruz não é alvo da ação policial.

Pelo menos 41 operações de pagamento, totalizando R$ 1.500.576,32, foram destinadas às empresas com o objetivo formal de remunerar profissionais – descritos como artistas, produtor de palco, diretor logístico e diretor executivo – para prestar serviços em eventos de exibição de carros antigos, organizados por um Clube da capital. As operações de pagamento foram sequenciadas e, em muitos casos, realizadas no mesmo dia e com valores idênticos; as empresas, recém-constituídas, não contavam com histórico de mercado, infraestrutura, pessoal e a suposta sede onde funcionavam suas atividades se confundia com a própria residência dos envolvidos. Tanto os proprietários quanto os profissionais supostamente contratados pelas empresas eram vinculados ao Clube – seus diretores, familiares e amigos.

Na prática, os indícios reunidos apontam que o dinheiro público retornava para os agentes públicos envolvidos – por meios diretos e indiretos, incluindo o pagamento de contas particulares –, no interior de um ecossistema criminoso em que, ao que tudo indica, empresas e contratos funcionavam como mero instrumento para o desvio e apropriação sistemática dos recursos públicos.

Posicionamento

Procurados pela reportagem, Zander Fábio e Leandro Senna não se manifestaram sobre o caso. Já a Câmara Municipal de Goiânia informou, por meio de nota, que a Casa de Leis não é alvo da operação e que “está se inteirando da apuração”. O espaço está aberto para posicionamento dos citados.

Nota da Câmara Municipal de Goiânia

A Câmara Municipal de Goiânia está se inteirando da apuração. O Poder Legislativo não é citado nem é parte da investigação.

Goiânia, 26 de maio de 2026.

Assessoria de Imprensa
Câmara Municipal de Goiânia