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Goiás recebe mais de 8 mil tubetes de insulina glargina; veja quem pode receber pelo SUS

Medicamento de ação prolongada começa a ser distribuído na rede pública de saúde
Medicamento de ação prolongada começa a ser distribuído na rede pública de saúde / Foto: Divulgação Ministério da Saúde

Estado recebeu 8.585 tubetes de insulina glargina e 2.346 canetas reutilizáveis para ampliar o tratamento de pacientes elegíveis pelo SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) começou a ampliar a oferta da insulina glargina em todo o país, e Goiás está entre os estados contemplados.

A saber, até esta terça-feira (21), o Ministério da Saúde enviou 8.585 tubetes do medicamento ao estado, além de 2.346 canetas reutilizáveis para aplicação.

A distribuição faz parte da substituição gradual da insulina NPH pela glargina para públicos específicos, com o objetivo de oferecer um tratamento mais moderno e prático.

A nova insulina será destinada, inicialmente, a crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e a pessoas com 70 anos ou mais que tenham diabetes tipo 1 ou tipo 2.

O acesso dependerá de avaliação clínica e prescrição médica nas unidades da rede pública.

Quem poderá receber a insulina glargina pelo SUS

Vale sinalizar que a mudança no tratamento ocorrerá de forma gradual em todo o Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, a insulina glargina será disponibilizada para pacientes que se enquadram nos critérios definidos pela pasta, sempre após análise da equipe de saúde responsável pelo acompanhamento.

Esses dispositivos têm validade de três anos e serão entregues juntamente com as agulhas necessárias para o tratamento.

Até o momento, o Ministério da Saúde já encaminhou aproximadamente 383 mil tubetes de insulina glargina para os estados brasileiros. A expectativa é de que todas as unidades da federação recebam os insumos até o fim deste mês.

Medicamento promete tratamento mais prático e estável

A insulina glargina é considerada uma opção de ação prolongada. Na prática, isso significa que, na maioria dos casos, o paciente necessita de apenas uma aplicação diária, enquanto outros esquemas terapêuticos podem exigir até três aplicações no mesmo período.

De acordo com o Ministério da Saúde, esse tipo de tratamento favorece um controle mais estável dos níveis de glicose no sangue e contribui para reduzir episódios de hipoglicemia.

A proposta também busca facilitar a adesão ao tratamento, oferecendo mais conforto e segurança para pacientes e familiares.

Como solicitar a nova insulina nas unidades de saúde

Os pacientes que atendem aos critérios definidos pelo SUS devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de casa levando a receita médica emitida e devidamente carimbada.

Pais, responsáveis e cuidadores também podem solicitar a avaliação para a substituição da insulina NPH pela glargina quando o paciente fizer parte do público elegível.

Antes da mudança no tratamento, a equipe multiprofissional da unidade realizará uma avaliação clínica para verificar se a transição é indicada. Caso seja aprovada, o paciente receberá orientações sobre o uso correto da insulina, a técnica adequada de aplicação e os cuidados necessários para o armazenamento do medicamento.

Junto com a medicação, serão fornecidas uma caneta reutilizável para aplicação e as agulhas necessárias para garantir a administração correta do tratamento.

Com informações do Ministério da Saúde