
Após destaque de Igor Franco, 14 vereadores votaram contra requerimento
O plenário da Câmara Municipal de Goiânia rejeitou, nesta terça-feira (3/11), o Requerimento Legislativo nº 4.205/2026, de autoria do vereador Fabrício Rosa (PT), que previa uma sessão especial em homenagem às torcidas antifascistas do Atlético Goianiense, Goiás e Vila Nova. Foram 14 votos contrários e cinco favoráveis.
Durante a discussão, vereadores contrários à proposta argumentaram que a homenagem seria uma crítica ao bolsonarismo e que associaria o movimento ao fascismo, apesar do requerimento não mencionar “bolsonarismo” nem “bolsonaristas”.
Ao defender a proposta, Fabrício Rosa pediu o apoio dos colegas para homenagear torcidas que se posicionam contra o fascismo no futebol. Após a votação, Rosa agradeceu aos parlamentares que apoiaram o requerimento e reiterou o objetivo da homenagem.
“Eu fico feliz que Goiânia conte com a torcida atleticana antifascismo, o Goiás antifascismo, o Vila Nova antifascismo. É melhor que a gente tenha torcidas antifascistas do que torcidas fascistas”, disse.
O vereador também questionou o que seria, na avaliação dele, a posição oposta à homenagem. “O contrário é o quê: querer torcidas fascistas? Eu tenho certeza que Goiânia e que Goiás não querem isso. E a gente vai homenagear aqueles que fazem parte antifascistas no Estado de Goiás”, declarou.
Votação
O vereador Igor Franco (Podemos) pediu destaque, mecanismo que retira uma proposta do bloco para que ela seja analisada separadamente. Com isso, a votação ocorreu de forma nominal, pelo painel eletrônico.
Votaram contra a homenagem Dr. Gustavo (Agir), Isaias Ribeiro (Republicanos), Major Vitor Hugo (PL), Oséias Varão (PL), Sanches da Federal (PP), Sargento Novandir (Democrata), Welton Lemos (Novo), Willian do Armazém (PRTB), Willian Veloso (PL), Igor Franco (Podemos), Thialu Guiotti (Avante), Heyler Leão (PP), Coronel Urzêda (PL) e Leo José (Solidariedade).
A favor do requerimento, votaram Fabrício Rosa (PT), Aava Santiago (PSB), Doutora Rose Cruvinel (União Brasil), Professor Edward Madureira (PT) e Ronilson Reis (Solidariedade).

























