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Anápolis e Goiânia recebem certificação por ações contra a Doença de Chagas

Goiânia e Anápolis recebem selo por ações contra a Doença de Chagas
Goiânia e Anápolis recebem selo por ações contra a Doença de Chagas / Foto: Divulgação SMS

Cidades recebem reconhecimento por ações de prevenção e controle da Doença de Chagas

Duas cidades do estado de Goiás deram um passo importante no cuidado com a saúde. A saber, Goiânia e Anápolis foram reconhecidas pelo trabalho no enfrentamento da Doença de Chagas, e foram as duas únicas cidades certificadas.

O selo bronze foi entregue durante um evento nacional, a 18ª edição da Expi, que reúne experiências da área de saúde pública.

Como as cidades chegaram ao selo no combate à Doença de Chagas

Para receber o certificado, Goiânia e Anápolis passaram por um processo de avaliação. Esse caminho inclui análise de documentos, visitas técnicas e verificação das práticas adotadas no dia a dia da saúde pública.

No caso da Doença de Chagas, um dos pontos observados foi o cuidado com gestantes. O acompanhamento durante o pré-natal é essencial para identificar a doença o quanto antes. Com isso, é possível reduzir o risco de transmissão para o bebê.

Ainda mais, outro cuidado envolve o momento do nascimento. Os recém-nascidos passam por exames que ajudam a detectar qualquer sinal da Doença de Chagas. Depois, há um acompanhamento ao longo dos primeiros meses de vida.

Além disso, o monitoramento dos casos registrados também entra na avaliação. Isso permite que as equipes de saúde acompanhem a situação de forma contínua.

O que muda na prática com o reconhecimento

O selo não traz mudanças diretas no atendimento, mas mostra que o trabalho já feito segue um padrão definido. No caso da Doença de Chagas, isso significa que as cidades estão no caminho de reduzir ainda mais os riscos.

Em Goiânia, por exemplo, não há registro recente de transmissão de mãe para filho. Esse dado é resultado de um conjunto de ações que envolvem vigilância e cuidado com a população.

É válido sinalizar que o último caso registrado desta doença no município foi em 2012.

Já em Anápolis, o reconhecimento segue a mesma linha. A cidade também adotou medidas que ajudam a controlar a doença, com foco na prevenção e no acompanhamento.

Outro ponto importante é o acesso aos serviços de saúde. O selo leva em conta se as pessoas conseguem atendimento no momento certo. Isso inclui exames, consultas e acompanhamento ao longo do tempo.

Investimentos e próximos passos no controle da Doença de Chagas

Além do reconhecimento, há também um reforço nas ações em nível nacional. O governo federal anunciou recursos para ampliar o controle da Doença de Chagas em várias regiões.

O investimento, de R$ 12 milhões, será usado em ações como monitoramento de insetos, vigilância e resposta a possíveis focos. Essas medidas ajudam a manter o controle da doença ao longo do tempo.

Outro ponto envolve a continuidade do trabalho nas cidades que já foram reconhecidas. Em Goiânia e Anápolis, a ideia é seguir com as ações e avançar para novas etapas.

Em complemento, há também um esforço para manter a população informada. Afinal, saber como a doença pode ser transmitida ajuda na prevenção e no cuidado diário.

Sintomas da Doença de Chagas

A Doença de Chagas é uma infecção causada por um parasita chamado Trypanosoma cruzi. Em resumo, ela pode evoluir em duas fases:

  • Fase aguda: acontece logo após a infecção. A pessoa pode ter sintomas ou não.
  • Fase crônica: pode surgir anos depois. Em muitos casos não apresenta sintomas, mas pode causar problemas no coração e no sistema digestivo.

Formas de transmissão

A Doença de Chagas pode ser transmitida de várias formas:

  • Vetorial: quando as fezes do barbeiro infectado entram em contato com feridas na pele ou mucosas após a picada;
  • Oral: pela ingestão de alimentos ou bebidas contaminadas com o parasita;
  • Vertical (congênita): da mãe infectada para o bebê durante a gravidez ou o parto;
  • Transfusão ou transplante: por sangue ou órgãos de doadores infectados;
  • Acidental: contato com material contaminado, geralmente em laboratórios ou durante a manipulação de animais silvestres.

Sintomas

Durante a fase aguda, observa-se:

  • Febre por mais de 7 dias e dor de cabeça;
  • Fraqueza intensa, inchaço no rosto e nas pernas;
  • Ferida parecida com furúnculo no local da entrada do parasita (em casos de transmissão pelo barbeiro).

Já na fase crônica, no início, a pessoa pode não sentir nada. No entanto, com o tempo, podem surgir:

  • Problemas no coração, incluindo insuficiência cardíaca;
  • Problemas digestivos, como aumento do intestino (megacólon); ou
  • Aumento do esôfago (megaesôfago).

Diagnóstico

Cabe esclarecer que na fase aguda, o diagnóstico é feito com base nos sintomas e na situação de risco, como surtos. Na fase crônica, pode não haver demonstração de sintomas, por isso é importante investigar se a pessoa:

  • Morou ou mora em áreas com barbeiro;
  • Viveu em casas que facilitam a presença do inseto;
  • Veio de áreas com histórico da doença;
  • Recebeu transfusão de sangue antes de 1992;
  • Tem familiares com diagnóstico de doença de Chagas.

Prevenção

Para concluir, saiba que a prevenção está ligada à forma de transmissão da doença. Entre as medidas estão:

  • Usar telas em portas e janelas ou mosquiteiros;
  • Utilizar repelentes e roupas de manga longa, principalmente à noite e em áreas de mata;
  • Lavar bem frutas, verduras e legumes com água potável;
  • Guardar alimentos em recipientes fechados.

Com informações da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) – Prefeitura de Goiânia e do Ministério da Saúde