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Anvisa autoriza produção no Brasil de vacina contra Chikungunya

Vacina contra Chikungunya começa a ser produzida no Brasil após aval da Anvisa
Vacina contra Chikungunya começa a ser produzida no Brasil após aval da Anvisa / Foto: Freepik

Produção nacional da vacina contra Chikungunya é autorizada e pode ampliar acesso pelo SUS

Se você já ouviu falar da Chikungunya, sabe como ela pode afetar o dia a dia. Agora, com a liberação de produção nacional da vacina contra a doença, o acesso ao imunizante pode se tornar mais próximo da população.

Vale destacar que essa decisão foi tomada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que liberou a produção do imunizante IXCHIQ (vacina Chikungunya recombinante atenuada), desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a empresa farmacêutica franco-austríaca Valneva.

A partir desse momento, a vacina contra a Chikungunya passa a ser feita também em território nacional, seguindo os mesmos critérios de qualidade já adotados antes.

Produção da vacina contra a Chikungunya no Brasil

Com a autorização, o Instituto Butantan entra como parte do processo de fabricação da vacina contra a Chikungunya.

Antes disso, o imunizante já tinha aprovação, mas era produzido fora do país. Agora, parte da produção acontece aqui, o que pode facilitar a distribuição.

Na prática, a vacina continua sendo a mesma. O que muda é o local onde ela é preparada e finalizada. Isso inclui etapas como formulação e envase. A saber, todo o processo segue regras de controle para garantir segurança e funcionamento adequado.

Além disso, a produção local pode ajudar na inclusão da vacina contra a Chikungunya no Sistema Único de Saúde (SUS). Com isso, existe a possibilidade de ampliar o acesso para quem precisa, principalmente pessoas com maior risco de contato com o vírus.

Veja, a vacina é indicada para pessoas entre 18 e 59 anos que possam estar expostas à Chikungunya. No entanto, há grupos que não devem receber o imunizante, como gestantes e pessoas com o sistema de defesa do corpo comprometido.

O que é a Chikungunya e como ela se espalha

A Chikungunya é transmitida por meio da picada de fêmeas infectadas do mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue. Como se sabe, esse mosquito está presente em várias regiões do país, o que facilita a circulação do vírus.

O contato com a Chikungunya pode causar sintomas como dor no corpo, febre, dor de garganta, dor nas articulações, manchas pelo corpo e mal-estar.

Destaca-se que a doença pode evoluir em 3 fases: febril ou aguda, pós aguda e crônica. Esta última, caracterizada pelos sintomas que persistem após 90 dias do início dos sintomas e que acomete cerca de 50% dos casos.

Cabe sinalizar que o vírus da Chikungunya chegou ao continente americano em 2013. No Brasil, os primeiros registros confirmados surgiram no ano seguinte, em estados do Norte e Nordeste. Desde então, a doença passou a ser registrada em todo o território nacional.

Os números mostram que a Chikungunya continua presente. Em 2025, foram registrados mais de 120 mil casos no Brasil, com mais de cem mortes.

O que muda com a autorização da Anvisa

A decisão da Anvisa representa um passo na estratégia de controle da Chikungunya. Com a produção dentro do país, o fornecimento da vacina pode se tornar mais ágil.

Outro ponto é a possibilidade de ampliar campanhas de vacinação no futuro. Com mais doses disponíveis, o alcance pode crescer, dependendo da inclusão no sistema público.

Contudo, mesmo com a vacina contra a Chikungunya, a prevenção continua sendo importante. Dessa forma, o uso de repelentes, utilização de telas em janelas, evitar água parada e reduzir a presença do mosquito seguem como medidas necessárias.

Com informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)