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Eleições 2026: como vai funcionar a biometria e o que acontece se a digital não for reconhecida

Biometria continua nas Eleições 2026, mas a falta do cadastro não impede o voto
Biometria continua nas Eleições 2026, mas a falta do cadastro não impede o voto / Foto: Divulgação TRE-SP

TSE esclarece como funcionará a identificação biométrica nas Eleições 2026

A identificação biométrica continuará sendo utilizada em todas as seções eleitorais do país nas Eleições 2026, mas a ausência do cadastro ou dificuldades na leitura da impressão digital não impedirão o eleitor de votar.

As regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral preveem procedimentos alternativos para confirmar a identidade do cidadão e garantir o exercício do direito ao voto.

Para quem não está familiarizado, vale mencionar que a tecnologia faz parte do processo eleitoral brasileiro desde 2008 e tem como principal objetivo reforçar a segurança da votação, reduzindo o risco de fraudes relacionadas à identificação do eleitor.

Como será feita a identificação biométrica nas Eleições 2026

Durante a votação, o eleitor deverá apresentar um documento oficial de identificação. Após essa conferência inicial, quem possui biometria cadastrada será orientado a posicionar o dedo no leitor biométrico da urna eletrônica para confirmar a própria identidade.

Esse procedimento está previsto na Resolução TSE nº 23.759/2026 e será adotado em todas as seções eleitorais do Brasil.

A biometria funciona como uma etapa adicional de segurança antes da liberação do voto. Com isso, a Justiça Eleitoral busca garantir que cada pessoa vote apenas em seu próprio nome, fortalecendo a confiabilidade do processo eleitoral.

Quem não tem biometria cadastrada poderá votar?

Sim. A falta do cadastro biométrico não impede a participação nas Eleições 2026.

Nessa situação, a liberação será realizada pelos procedimentos tradicionais de conferência da identidade do eleitor. Depois de votar, a pessoa será orientada a procurar a Justiça Eleitoral para realizar o cadastramento biométrico após o encerramento do pleito.

A mesma regra vale para casos em que exista algum problema técnico relacionado aos dados biométricos armazenados pela Justiça Eleitoral.

Segundo as normas vigentes, o direito ao voto é preservado mesmo quando não há biometria cadastrada ou quando ocorre alguma dificuldade na utilização do sistema eletrônico de identificação.

O que acontece quando a digital não é reconhecida?

Nem sempre a leitura da impressão digital é concluída na primeira tentativa. Quando isso acontece, a biometria poderá ser realizada novamente, com até quatro novas tentativas de reconhecimento.

Se, mesmo assim, a identificação biométrica não for confirmada, a mesa receptora adotará outros procedimentos para verificar a identidade do eleitor.

Entre eles, está a confirmação do ano de nascimento, que será comparado às informações registradas no cadastro eleitoral. Caso os dados coincidam, a votação será liberada normalmente.

Depois disso, o eleitor deverá assinar o caderno de votação ou registrar a impressão digital, caso não possa assinar, e receberá orientação para atualizar seus dados biométricos posteriormente junto à Justiça Eleitoral.

Como a biometria aumenta a segurança da votação

Como mencionado, o intuito da biometria é aplicar uma camada adicional de proteção durante a identificação dos eleitores.

Após a apresentação do documento oficial com foto, ou do aplicativo e-Título que contenha fotografia, e a conferência realizada pelos mesários, a validação biométrica ajuda a confirmar que a pessoa presente é realmente a titular da inscrição eleitoral.

Esse mecanismo reduz a possibilidade de alguém tentar votar utilizando a identidade de outro eleitor e reforça a confiabilidade do sistema eleitoral.

E veja, quando houver qualquer dúvida sobre a identidade apresentada, a legislação ainda prevê procedimentos complementares para confirmar as informações antes da autorização do voto.

Quais dados são registrados no cadastro biométrico?

Durante o atendimento realizado pela Justiça Eleitoral para alistamento, revisão ou transferência do título de eleitor, são coletadas diferentes informações que passam a integrar o cadastro eleitoral.

Entre os dados registrados estão a fotografia em padrão internacional, as impressões digitais dos dez dedos, quando não houver impossibilidade física, e a assinatura digitalizada, quando aplicável.

Direito ao voto continua garantido

Para concluir, é importante destacar que a utilização da biometria nas Eleições 2026 amplia a segurança do processo eleitoral sem restringir o direito de participação do eleitor.

Então, mesmo quem ainda não realizou o cadastro biométrico ou enfrentar dificuldades na leitura da impressão digital poderá votar, desde que sua identidade seja confirmada pelos procedimentos previstos pela Justiça Eleitoral.

Com informações do Tribunal Superior Eleitoral