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Ex-coordenador é condenado por atender em clinica particular durante expediente na Saúde de Aparecida

Prédio onde funciona área administrativa da Secretaria de Saúde de Aparecida de Goiânia – (Foto Arquivo)

Ministério Público apurou que Gustavo Mandrá registrava os horários de entrada, intervalo e saída no órgão público e atendia pacientes entre essas marcações no seu consultório particular

Ministério Público apurou que o ex-coordenador de Saúde Bucal da prefeitura de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mandrá Gualda, foi condenado pela Justiça por improbidade administrativa por ter recebido remuneração referente ao exercício do cargo durante períodos em que se ausentava do trabalho para atender pacientes em seu consultório odontológico particular.

Na ação, o Ministério Público de Goiás (MPGO) estimou em R$ 415.283,76 o valor do dano ao erário ao longo de 108 meses, entre janeiro de 2009 e 1º de março de 2018, sem a correspondente prestação integral da jornada de trabalho. A ação foi proposta pela promotora Suelena Carneiro Caetano Fernandes Jayme.

Saídas durante o expediente

Ex-empregadas do consultório informaram ao MPGO que Gustavo Mandrá registrava os horários de entrada, intervalo e saída e atendia pacientes particulares entre essas marcações no seu consultório localizado a cerca de 550 metros da sede do órgão municipal.

A sentença, no entanto, considerou que o ex-coordenador desempenhava atividades administrativas, incluindo visitas a unidades de saúde, atuação em licitações e participação em mutirões e não acolheu o pedido de devolução integral da remuneração.

O montante será calculado na fase de liquidação de sentença, limitado ao valor histórico de R$ 415.283,76 indicado na petição inicial, e deverá ser revertido ao município.

O acusado também foi condenado ao pagamento de multa civil e ficou proibido de contratar com o poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de quatro anos.