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Gracinha endurece discurso contra o STF e diz que nenhum ministro está acima da lei

Gracinha Caiado reiterou o compromisso com o combate ao feminicídio e relembrou ações desenvolvidas enquanto primeira-dama e coordenadora do Goiás Social
Gracinha Caiado reiterou o compromisso com o combate ao feminicídio e relembrou ações desenvolvidas enquanto primeira-dama e coordenadora do Goiás Social - (Foto: Reprodução)

Candidata ao Senado defende investigação de autoridades citadas no contexto do caso Banco Master e cobra atuação efetiva do Senado na fiscalização do STF

A candidata ao Senado Gracinha Caiado (União Brasil) afirmou nesta quarta-feira (23/9), durante sabatina ao Mais Goiás, que nenhuma autoridade está acima da lei e defendeu a investigação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) eventualmente citados no contexto do caso Banco Master.

“Não é aceitável que um ministro do Supremo ache que está acima da lei. Ninguém está acima da lei: nem ministro, governador ou presidente. Principalmente o ministro do STF, que deveria ser o guardião da Constituição”, declarou.

Gracinha afirmou que as apurações devem ocorrer sem distinção política ou ideológica. “Não se pode ter um ministro de preferência. Ele tem que ter notório saber jurídico e estar ali para julgar os processos dignamente. Que sejam investigados, seja de que lado forem ou por qual presidente tenham sido indicados”, disse.

A candidata também cobrou uma atuação mais incisiva do Senado na fiscalização do Judiciário. Segundo ela, é preciso “ter coragem” para colocar eventuais pedidos de impeachment de ministros em votação.

Durante a entrevista, Gracinha reiterou o compromisso com o combate ao feminicídio e relembrou ações desenvolvidas enquanto primeira-dama e coordenadora do Goiás Social. Ela citou dados segundo os quais oito em cada dez crimes contra mulheres são praticados pelos próprios parceiros e 76% ocorrem dentro de casa.

Como proposta para ampliar a punição aos agressores, defendeu o confisco e a transferência dos bens do criminoso para a vítima ou, em casos de feminicídio, para seus familiares. “Sendo uma pena pecuniária, de valores e patrimônio, você consegue inibir esses homens violentos, que, infelizmente, ainda existem”, avaliou.

Gracinha também mencionou iniciativas implantadas durante a gestão de Ronaldo Caiado (PSD) e Daniel Vilela (MDB) como Goiás por Elas, Salas Lilás, aplicativo Mulher Mais Segura e Patrulha Maria da Penha.

Na área social, destacou que mais de 600 mil pessoas deixaram a pobreza em Goiás entre 2019 e 2024. “As pessoas não querem favor, querem oportunidade para trabalhar. Foi isso que fizemos com o Goiás Social: construímos pontes para que as famílias transformassem suas próprias vidas”, concluiu.