Ministério da Saúde distribui medicamento contra câncer no SUS após problema no abastecimento
Nesta semana, o Ministério da Saúde providenciou o envio emergencial de um remédio usado em quimioterapia para todo o país. A ação busca garantir que pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) não tenham o tratamento interrompido.
O movimento ocorreu por conta de dificuldades na produção nacional do medicamento. Assim, a solução encontrada foi a compra no exterior, com envio direto para unidades de saúde que atendem pelo SUS.
Entenda por que o medicamento foi distribuído
A decisão de distribuir o remédio de forma emergencial veio após um problema na produção dentro do país. A saber, o único fornecedor nacional enfrentou questões técnicas, o que poderia afetar o abastecimento no SUS.
Diante disso, o Ministério da Saúde iniciou a compra internacional de unidades do medicamento, conhecido como ciclofosfamida. Ele é usado no tratamento de vários tipos de câncer e faz parte da rotina de muitos pacientes no SUS.
Como está sendo feita a distribuição no SUS
O envio do medicamento começou com a chegada do primeiro lote, com 7 mil ampolas, que já foi encaminhado para centros de referência. Um dos locais que recebeu as primeiras unidades foi o Instituto Nacional de Câncer, no Rio de Janeiro.
Então, a distribuição segue um cronograma. As unidades são enviadas aos poucos, de acordo com a necessidade de cada local.
Esse controle ajuda a garantir que o medicamento chegue onde realmente é preciso dentro do SUS.
Além disso, o acompanhamento é feito em parceria com estados e outras instituições ligadas à saúde. Isso permite ajustar o envio conforme a demanda de cada região.
Caso seja necessário, novas compras podem ser realizadas. O plano inclui a possibilidade de adquirir mais unidades para manter o estoque regular no SUS até que a produção nacional volte ao normal.
Sequência do atendimento no SUS
Para quem está em tratamento, a principal informação é que o atendimento segue no SUS. A distribuição emergencial foi feita para evitar qualquer interrupção no uso do medicamento.
A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, destacou que a ação garante o abastecimento dos estoques no SUS até julho, prazo estabelecido pela fornecedora brasileira para a regularização da oferta.
“Para uma aquisição assertiva, realizamos um estudo com base na necessidade apresentada por cada centro de referência e no uso médio mensal do medicamento. Não há desabastecimento na rede pública. O Ministério da Saúde agiu de forma estratégica para assegurar o estoque diante da dificuldade de produção apresentada pela empresa responsável, reforçando o compromisso com o cuidado de todos os pacientes assistidos no SUS”, declarou a secretária.
Vale sinalizar que o remédio em questão é indicado para diferentes tipos de câncer, como mama, ovário, leucemias e linfomas. Por isso, a manutenção do estoque é vista como parte importante do cuidado dentro do SUS.
E, nesse contexto, o Ministério da Saúde mantém diálogo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para acelerar os processos de liberação de medicamentos importados. Esse passo ajuda a garantir que os produtos cheguem ao SUS sem atrasos.
Com informações do Ministério da Saúde

























