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Projeto prevê dedução de despesas com cães e gatos no Imposto de Renda; entenda a proposta

Proposta no Senado pode permitir que tutores abatam gastos com saúde dos animais no Imposto de Renda
Proposta no Senado pode permitir que tutores abatam gastos com saúde dos animais no Imposto de Renda / Foto: Magnific

Projeto estabelece limite anual de R$ 2.275,08 para deduzir consultas, exames e tratamentos veterinários

Um projeto de lei apresentado no Senado Federal propõe permitir que tutores descontem despesas veterinárias do Imposto de Renda. A medida inclui consultas, tratamentos, exames e outros serviços relacionados à saúde de cães e gatos, com limite de R$ 2.275,08 por ano.

A saber, a proposta é do senador Plínio Valério (PSDB-AM), autor do Projeto de Lei 5.668/2026. A iniciativa pretende incluir os cuidados com animais domésticos entre as despesas que podem reduzir a base de cálculo do tributo, seguindo um modelo semelhante ao aplicado atualmente à dedução por dependentes.

Caso seja aprovada, a mudança poderá representar uma nova possibilidade de abatimento para quem tem animais de estimação. Entretanto, o benefício ainda depende da tramitação e da aprovação da proposta no Congresso Nacional.

Quais despesas com cães e gatos poderiam ser deduzidas do IR?

O texto prevê que os tutores possam incluir diferentes gastos relacionados à assistência veterinária dos animais. Entre as despesas contempladas estão consultas com médicos-veterinários, tratamentos realizados em clínicas e hospitais especializados e exames laboratoriais.

Também poderão entrar na dedução os serviços radiológicos, além da aquisição de aparelhos ortopédicos e próteses destinados aos animais.

Para esses dois últimos itens, o projeto estabelece exigências específicas. Então, será necessário apresentar receituário emitido por médico-veterinário e nota fiscal em nome do beneficiário.

Já os valores que tenham sido reembolsados por alguma entidade ou pagos por meio de cobertura de seguro não poderão ser utilizados para obter o abatimento.

A proposta estabelece um teto anual de R$ 2.275,08 para a dedução. Esse é o mesmo valor previsto no texto para despesas com dependentes.

Cadastro no SinPatinhas será exigido para obter o benefício

A possibilidade de deduzir os gastos não seria liberada automaticamente para todos os tutores. De acordo com o projeto, o animal precisará estar registrado no Cadastro Nacional de Animais Domésticos (SinPatinhas).

Como o sistema permite atualmente o cadastramento de cães e gatos, essas seriam as primeiras espécies contempladas pela medida.

Na justificativa apresentada ao Senado, Plínio Valério argumenta que a ampliação do cadastro poderá abrir espaço para incluir outras espécies de animais de companhia ou estimação futuramente.

O senador afirma que a iniciativa busca incentivar os cuidados com os animais, permitindo que parte das despesas com assistência veterinária seja considerada no cálculo do Imposto de Renda.

Outro ponto previsto é a duração do benefício fiscal. Pelo projeto, a possibilidade de dedução teria validade de cinco anos.

Como funcionaria o desconto no Imposto de Renda?

A proposta não prevê o abatimento direto do valor gasto no imposto a pagar. O mecanismo seria a dedução na base de cálculo, ou seja, a quantia utilizada para determinar quanto o contribuinte deve recolher seria reduzida.

Na prática, isso significa que uma pessoa com R$ 50 mil de renda tributável anual e R$ 2 mil em despesas veterinárias dedutíveis teria o imposto calculado sobre R$ 48 mil, considerando o exemplo previsto para explicar o funcionamento da medida.

Assim, o benefício estaria na redução da renda tributável, e não no recebimento de uma restituição equivalente ao total desembolsado com o animal.

Para concluir, é importante reforçar que o PL 5.668/2026 ainda não foi distribuído às comissões temáticas do Senado.

Dessa forma, a dedução de despesas veterinárias ainda não está disponível aos contribuintes. Até que haja aprovação e entrada em vigor de uma eventual lei, os gastos com cães e gatos não poderão ser abatidos do Imposto de Renda com base nessa proposta.

Com informações da Agência Senado