Programa busca reduzir gargalos, melhorar o fluxo de pacientes e qualificar processos na rede municipal
Reduzir gargalos, melhorar o fluxo de pacientes e tornar mais eficientes os processos de trabalho estão entre os objetivos de um novo programa voltado à rede municipal de urgência e emergência de Goiânia.
A saber, a iniciativa será conduzida com apoio do Einstein Hospital Israelita e prevê a participação direta de profissionais que atuam nas unidades.
A proposta é identificar problemas que interferem na rotina dos serviços e desenvolver soluções para cada realidade. A capacitação também pretende fortalecer habilidades de gestão, liderança e tomada de decisão baseada em dados.
O contrato foi firmado pela Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), e assinado na segunda-feira (14). O início do programa está previsto para ocorrer após a publicação no Portal Nacional de Compras Públicas (PNCP).
Programa vai identificar gargalos e testar soluções nas unidades
O trabalho será desenvolvido a partir da análise dos processos que já existem na rede municipal. Como mencionado, a intenção é descobrir onde estão etapas desnecessárias, retrabalhos e outros pontos que podem comprometer o funcionamento das unidades.
Depois de identificar esses problemas, as equipes vão elaborar e testar alternativas de melhoria.
Os especialistas do Einstein acompanharão os profissionais durante as etapas do projeto, incluindo a definição dos problemas, implantação das mudanças e avaliação dos resultados.
Um dos pontos previstos é o acompanhamento por indicadores. Com os dados, será possível verificar o desempenho das ações e medir os resultados obtidos em cada projeto.
Inclusive, a formação não ficará restrita à análise dos fluxos. O programa também trabalhará competências relacionadas à liderança, gestão da rotina e tomada de decisão baseada em informações. A execução de projetos, a organização dos fluxos e a mobilização das equipes também fazem parte da capacitação.
Redução do tempo de espera está entre os objetivos
As mudanças pretendem produzir efeitos diretamente na rotina de atendimento. Entre os resultados esperados está a redução do tempo de espera e a melhoria do fluxo de pacientes nas unidades de urgência e emergência.
A Prefeitura também aponta como metas a padronização dos processos de trabalho, o melhor aproveitamento das equipes e dos recursos disponíveis e a melhoria dos indicadores assistenciais.
Outro objetivo é reduzir falhas operacionais. Em suma, a ideia é que os profissionais adquiram ferramentas para identificar problemas e conduzir mudanças dentro das próprias unidades, incorporando as práticas de melhoria ao cotidiano da rede.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, o desenvolvimento das equipes está entre os focos da iniciativa. Para ele, a capacitação deve dar aos profissionais condições de analisar dados e implementar soluções de forma contínua.
A expectativa, portanto, é que o programa não se limite à aplicação de mudanças pontuais. A proposta é criar uma rotina de avaliação dos processos e de busca por melhorias dentro dos serviços municipais.
Como foi feita a contratação do Einstein
A contratação do Einstein Hospital Israelita ocorreu por inexigibilidade de licitação, modalidade prevista pela Lei Federal nº 14.133/2021 para situações em que a competição não é viável.
De acordo com as informações da administração municipal, a escolha levou em conta a experiência e a especialização da instituição, além de sua capacidade técnica para desenvolver profissionais e implementar projetos de excelência operacional em organizações de saúde pública e atuação em rede.
O contrato prevê mecanismos de acompanhamento da execução. As entregas deverão ser apresentadas e os resultados, validados antes da realização dos pagamentos. O trabalho também estará submetido aos procedimentos de gestão, fiscalização e controle.
Com a publicação no PNCP, o programa poderá começar a ser executado. A partir daí, os projetos deverão ser desenvolvidos nas unidades participantes, com acompanhamento dos indicadores e das soluções implantadas.
Com informações da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) – Prefeitura de Goiânia



























