Iniciativa amplia a proteção de pessoas com 85 anos ou mais contra pneumonia, meningite e outras formas graves da doença pneumocócica
O Ministério da Saúde começou a disponibilizar a vacina pneumocócica 20-valente conjugada, conhecida como pneumo 20, para pessoas com 85 anos ou mais.
A saber, a imunização já está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) e busca ampliar a proteção contra infecções causadas pelo pneumococo, incluindo casos graves de pneumonia e meningite.
A medida alcança um público estimado em 2.337.775 pessoas em todo o país.
A meta do governo federal é vacinar pelo menos 90% desse grupo, considerado mais vulnerável às complicações provocadas pelas infecções pneumocócicas.
Por que a vacinação é importante para pessoas mais velhas
O envelhecimento aumenta a vulnerabilidade a infecções pneumocócicas. Isso ocorre, entre outros fatores, pela chamada imunossenescência, processo natural de redução da resposta do sistema imunológico ao longo da idade, e pela maior presença de outras doenças.
Em pessoas mais velhas, uma infecção respiratória pode evoluir para quadros mais graves, com necessidade de internação e cuidados intensivos. Também podem ocorrer complicações que atingem outros órgãos, como coração, rins e sistema nervoso central.
Os dados de hospitalização e mortalidade ajudam a dimensionar esse risco. Entre pessoas com 80 anos ou mais, a taxa de hospitalização por pneumonia de todas as causas foi de 3.097,7 por 100 mil habitantes em 2024 e de 2.902,7 por 100 mil em 2025.
Já entre aqueles com 85 anos ou mais, a taxa de mortalidade por pneumonia foi de 758,1 óbitos por 100 mil habitantes em 2024 e de 743,1 por 100 mil em 2025.
A pneumo 20 protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, apontada como a causa mais comum de infecções respiratórias em diferentes faixas etárias.
Quem pode tomar a pneumo 20 e qual é o esquema
Para receber a vacina, a pessoa com 85 anos ou mais precisa apresentar um documento que comprove a idade. Não é necessário apresentar prescrição médica.
A quantidade de doses depende do histórico de vacinação pneumocócica. As orientações são:
- Sem vacinação pneumocócica anterior: uma dose única de pneumo 20;
- Uma dose anterior de pneumo 13 ou pneumo 15: uma dose de pneumo 20, com intervalo mínimo de dois meses;
- Uma dose anterior de pneumo 23: uma dose de pneumo 20, respeitando intervalo mínimo de um ano;
- Duas doses de pneumo 23: não há indicação de pneumo 20 nessa estratégia;
- Uma dose de pneumo 13 ou pneumo 15 mais uma de pneumo 23: não há indicação de pneumo 20 nessa estratégia.
Por isso, antes da aplicação, é necessário verificar o histórico de vacinação para definir qual conduta deve ser seguida.
Onde a vacina está disponível
Cabe sinalizar que a distribuição das doses destinadas às pessoas com 85 anos ou mais começou agora em setembro. Os próximos envios aos estados levarão em conta fatores como o número de pessoas elegíveis, a média mensal de aplicações e os estoques disponíveis.
A vacinação poderá ocorrer nas unidades de saúde, em ações realizadas fora das unidades ou por meio de atendimento em domicílio.
O Ministério da Saúde também orienta a busca ativa de idosos que ainda não tenham o registro das doses necessárias ou estejam com o esquema incompleto. A prioridade deve considerar pessoas com dificuldade de acesso aos serviços, mobilidade reduzida, fragilidade, comorbidades, dependência funcional ou pouco suporte familiar e social.
A recomendação é aproveitar a vacinação para verificar também se as demais vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação do Idoso estão atualizadas.
Para pessoas de 60 a 84 anos acamadas ou institucionalizadas e com condições clínicas especiais, a pneumo 20 continua disponível dentro da estratégia específica já adotada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). A ampliação para outras faixas etárias será feita gradualmente, considerando critérios de vulnerabilidade e risco.
Com informações do Ministério da Saúde



























