Novo protocolo do SUS vai ampliar o rastreamento e a prevenção do câncer colorretal no Brasil
O Governo Federal anunciou uma mudança que pode facilitar o acesso ao diagnóstico precoce do câncer colorretal dentro do SUS (Sistema Único de Saúde).
A saber, a novidade envolve um novo protocolo de rastreamento que começa a funcionar ainda neste ano e passa a usar um exame mais simples como porta de entrada para a investigação da doença.
A medida foi apresentada durante o ‘Maio Roxo’, campanha voltada à conscientização sobre doenças intestinais.
A proposta é ampliar o cuidado preventivo e ajudar pessoas que muitas vezes descobrem o câncer colorretal apenas em fases mais avançadas.
Segundo o Ministério da Saúde, homens e mulheres entre 50 e 75 anos poderão fazer o exame de rastreamento mesmo sem apresentar sintomas. A expectativa é alcançar mais de 40 milhões de brasileiros por meio do SUS.
Novo exame passa a ser referência no SUS
O novo protocolo para câncer colorretal vai utilizar o chamado ‘Teste Imunoquímico Fecal’, conhecido pela sigla FIT. O exame será adotado como referência no SUS a partir do segundo semestre deste ano.
Na prática, ele funciona de forma simples. O teste busca identificar pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes, algo que pode indicar alterações no intestino.
Aliás, o exame lembra os testes rápidos com fita usados em outras situações (como testes de gravidez) e precisa apenas de uma amostra.
Com isso, não haverá necessidade de restrição alimentar antes da coleta.
Vale destacar que a intenção do SUS é usar esse teste como uma primeira etapa de avaliação. Dessa forma, caso o resultado indique alteração, o paciente poderá ser encaminhado para exames mais detalhados, como a colonoscopia.
Câncer colorretal está entre os mais frequentes do país
Hoje, o câncer colorretal aparece entre os tipos mais comuns registrados no Brasil. Dados citados pelo Ministério da Saúde apontam uma estimativa de mais de 53 mil novos casos por ano no país.
Por isso, especialistas reforçam que o diagnóstico precoce pode fazer diferença no tratamento.
Muitas pessoas convivem por muito tempo com sinais discretos e acabam adiando a procura por atendimento. Em vários casos, o câncer colorretal pode começar com pequenas alterações que passam despercebidas na rotina.
O SUS pretende justamente facilitar essa identificação antes que a doença avance.
Outro ponto considerado importante é que o novo exame tem resultado rápido e pode ajudar a organizar melhor o encaminhamento dos pacientes que realmente precisam de investigação complementar.
Medida amplia acesso à prevenção no SUS
A criação do novo protocolo faz parte da proposta do Governo Federal de ampliar o acesso à prevenção e ao tratamento dentro do SUS.
A ação também integra o programa Agora Tem Especialistas, voltado à expansão de serviços ligados ao diagnóstico e acompanhamento de doenças.
Com o novo modelo, o SUS busca aumentar o alcance da prevenção em diferentes regiões do Brasil, incluindo cidades que possuem menos acesso a exames especializados.
O plano é que as unidades básicas de saúde tenham participação direta nesse processo de rastreamento do câncer colorretal.
Enquanto isso, centros especializados devem ajudar nos casos em que houver necessidade de exames complementares.
Com informações do Ministério da Saúde


























