Em nota divulgada nas redes sociais e encaminhada à imprensa, candidatos afirmam que denúncias de favorecimento são frágeis e não justificam suspensão
Candidatos aprovados no concurso público da Câmara de Goiânia emitiram nota pública nesta quinta-feira (7/5) em que pedem ao Ministério Público do Estado de Goiás que não suspenda o certame. No comunicado, publicado em perfil de mídia social, o grupo manifesta preocupação com a interrupção do concurso e afirma que as denúncias mais recentes de favorecimento são “frágeis” e não justificam a medida.
No comunicado, os concursados afirmam confiar nos órgãos de controle, defendem a apuração das denúncias e dizem ver razão apenas para suspensão parcial do certame, referindo-se às denúncias de conflito de interesse relacionadas ao resultado da prova para a vaga em cadastro de reserva para o cargo de administrador. “Neste caso, talvez exista razão para suspensão parcial”, diz o texto.
O concurso da Câmara é realizado pelo Instituto Verbena, para contratação de 62 novos servidores em formação de 315 aprovados em cadastro de reserva. Pelo calendário do certame, o resultado final será divulgado em 29 de maio. No anúncio do concurso, a Câmara de Goiânia havia afirmado que pretende fazer a convocação dos aprovados ainda no primeiro semestre de 2026.
“A partir dos fatos narrados nas denúncias e dos esclarecimentos apresentados pelo Instituto Verbena aos órgãos de controle e à Câmara Municipal de Goiânia, não é possível vislumbrar conflito de interesse que justifique a recomendação de suspensão do certame”, afirmam os aprovados na nota, publicada em perfil do Instagram (@aprovadoscamaradegoiania2026) e encaminhada a veículos de imprensa.
“As denúncias levadas ao conhecimento dos órgãos de controle apresentam argumentos frágeis de vínculos entre candidatos com a Câmara Municipal de Goiânia e o Instituto Verbena”, dizem os aprovados. “Causa surpresa que, dos três candidatos suspeitos mais mencionados nas notícias, um deles não tenha sido aprovado, ficando em 150°, e outro tenha ficado empatado no último lugar do Cadastro de Reserva (CR), em 6°”, diz a comissão de aprovados na nota.
“Mesmo no caso do cargo de administrador, em que o candidato ficou em 1° lugar, trata-se de CR, e não vaga imediata. Neste caso, talvez exista razão para suspensão parcial”, dizem os candidatos, em referência à primeira denúncia, encaminhada à Câmara de Goiânia, ao MP e ao Instituto Verbena.
Confira na íntegra da nota da Comissão dos Aprovados no concurso da Câmara Municipal de Goiânia:
NOTA PÚBLICA DOS APROVADOS NO CONCURSO DA CÂMARA MUNICIPAL DE GOIÂNIA
A Comissão dos Aprovados no concurso da Câmara Municipal de Goiânia vem a público manifestar sua preocupação em relação à recomendação de suspensão do certame por 90 dias apresentada pelo Ministério Público de Goiás.
As denúncias levadas ao conhecimento dos órgãos de controle apresentam argumentos frágeis de vínculos entre candidatos com a Câmara Municipal de Goiânia e o Instituto Verbena.
A partir dos fatos narrados nas denúncias e dos esclarecimentos apresentados pelo Instituto Verbena aos órgãos de controle e à Câmara Municipal de Goiânia, não é possível vislumbrar conflito de interesse que justifique a recomendação de suspensão do certame.
Causa surpresa que, dos três candidatos suspeitos mais mencionados nas notícias, um deles não tenha sido aprovado, ficando em 150°, e outro tenha ficado empatado no último lugar do Cadastro de Reserva (CR), em 6°. Mesmo no caso do cargo de administrador, em que o candidato ficou em 1° lugar, trata-se de CR, e não vaga imediata. Neste caso, talvez exista razão para suspensão parcial.
Reconhecemos a importância da fiscalização e depositamos a nossa confiança nos órgãos responsáveis, mas defendemos que a medida de suspensão total é desproporcional e prejudica injustamente 62 candidatos aprovados em vagas imediatas e 315 Cadastros de Reserva.
Não há justificativa para paralisar todo o concurso, que abrange diversas outras áreas e especialidades contra as quais não pesa qualquer suspeita. Defendemos que as investigações sigam seu curso com o rigor necessário, mas que o cronograma seja mantido.
A interrupção completa do concurso trava o preenchimento de vagas essenciais para o funcionamento da Casa Legislativa, ainda mais quando se leva em conta a expectativa de nomeação dos aprovados em vagas imediatas já no segundo semestre.
Goiânia, 07 de maio de 2026.



























